01 Set 2018
PS3

God of War: Ascension

God of War: Ascension marca o regresso de Kratos à PlayStation 3 e no que pode vir a ser o último título da geração actual, Ascension recebeu novas mecânicas e uma dificuldade acrescida mas a sua essência continua a mesma: atravessar o tormento de Kratos vingando a morte da sua mulher e filha.

Ascension actua como uma prequela do primeiro título e toma lugar 10 anos antes de God of War e seis meses depois da morte da mulher de Kratos. Na busca pela sua liberdade, Kratos luta para se libertar da sua ligação com Ares, o Deus da Guerra. A narrativa começa de forma simples, Kratos quebra o seu acordo com Ares e este não achando muita piada à traição de Kratos, manda as Furies prenderem Kratos na Prisão dos Malditos.

A narrativa é simples e com poucas oscilações, vamos assistindo a vários flashbacks do passado onde ficamos a conhecer o lado humano de Kratos e onde é explicado tudo o que o levou a ganhar tanta raiva e ódio perante os Deuses do Olimpo e que claro, deu origem ao Kratos que conhecemos ao longo de todos os jogos.

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Escusado será dizer que nos conseguimos soltar e arrancar a aventura com as nossas clássicas “Blades of Chaos”. O primeiro alvo de Kratos são então as Furies e depois de um arranque marcante o jogo lança-nos umas semanas atrás no tempo para nos explicar melhor o que aconteceu até ali. Nem deus, nem imortal, começamos de forma algo inexperiente em relação ao que se passava nos restantes jogos.

Como estamos no começo de tudo os nossos poderes e arsenal encontra-se reduzido. As melhorias continuam presentes e iguais ao sistema dos anteriores, temos que ir recolhendo orbes vermelhos e ir subindo o nível de cada arma para desbloquear novas combinações e para tornar os nossos ataques mais fortes. O sistema de armas secundárias está desenhado de forma diferente. Quando em God of War 3 apanhávamos a arma dos Deuses que eliminávamos e podíamos ou não usar contra os nossos inimigos, em Ascension contamos com um sistema  de elementos que aplicamos a cada arma. Este sistema permite movimentos especiais que dão origem a variações no sistema de combate.

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A ideia de fazer apenas “button smash” está fora de questão em Ascension. O jogo encontra-se um nível acima dos outros no que toca a dificuldade e vai ser mesmo preciso decorar algumas “combos”, mesmo que simples de realizar. Vai ser preciso treinar alguma perícia no momento de desvio e de contra-ataque senão depressa se vão ver sem vida e a repetir tudo de novo. Os inimigos estão mais inteligentes e atacam de vários sentidos, interrompendo os nossos ataques sempre que possível.

As animações continuam variadas e tornam o combate uma experiência de morder os lábios. Kratos mantém a brutalidade de abrir os inimigos ao meio de forma rápida e sem piedade, seja arrancar cabeças, braços ou o que vier à mão. No meio do combate podemos apanhar as armas que os inimigos largam, armas, lanças e escudos e aplicar no momento. É awesome enfiar uma espada no peito do nosso inimigo enquanto estamos entretidos a lutar contra os seus parceiros de guerra. Os QTE (quick time events)  dos jogos anteriores continuam presentes. Seja contra bosses ou contra inimigos mais exigentes, não convém falhar o botão que surge no ecrã.

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Quando estamos em combate reparamos numa barra que vai aumentando à medida que encaixamos combos. Esta barra é o indicador do modo Rage. Pensem no God Mode de God of War 3 mas com umas alterações. Quando temos a barra cheia, Kratos entra num modo ainda mais destrutivo dando ainda mais dano aos seus inimigos ou se tiver algum elemento associado à sua arma como por exemplo o fogo, incendeia os seus inimigos com a uma série de ataques, desde que mantendo sempre a barra cheia. Se por acaso formos interrompidos nesta fúria a barra desce e vamos ter que a conseguir recuperar.

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Visualmente não há volta a dar. É um trabalho da Santa Monica Studios e desde o seu marco em God of War na PlayStation 2 que nos habituámos a um excelente trabalho neste campo. Os cenários são fantásticos e levam ao limite a PlayStation 3 com áreas onde até perdemos Kratos de vista apenas para apreciar todas as redondezas. Estes alimentam o sistema de plataformas onde vão existir paredes para escalar ou correntes para atravessar, sempre de forma linear sem que se perca tempo à procura do caminho.

No campo sonoro…é um God of War por isso preparem-se para uma banda sonora épica que se encontra extremamente bem trabalhada. As vozes portuguesas estão dentro do estilo dos anteriores onde a gosto pessoal, prefiro a versão inglesa. Existem personagens que a voz em português fica demasiado estranha de se ouvir.

Os níveis estão desenhados de forma linear e onde alguns jogadores podem achar aborrecido esta mecânica de luta e mais luta, podemos contar com os cortes de acção com os puzzles. Alguns fáceis, outros mais desafiantes mas acima de tudo, God of War: Ascension não é de modo algum aborrecido.

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Mas agora a experiência não passa só pelo modo campanha. O desafio em Ascension é agora também lançado no multijogador, uma das novidades do jogo que começou a  ser trabalhada já na altura de God of War 3.

O multijogador é inicialmente visto com alguma estranheza. Era difícil imaginar uma série de Kratos à luta uns contra os outros. Como é que se resolve uma situação destas?

Santa Monica Studios fez muitos testes e trabalhou fortemente neste campo do jogo. O combate não é diferente do que existe na campanha mas toda aquela força imparável de Kratos é controlada quando nos encontramos em arena.

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Se por acaso não quiserem lutar contra amigos, podem lançar o convite de jogar em modo cooperativo contra uma série de inimigos ou então partir para o clássico “Capture the Flag”, um modo de jogo presente em quase todos os jogos com componente online mas com algumas surpresas em Ascension como por exemplo: armadilhas. Já dá para imaginar não é?

Os fãs vão sem dúvida adorar o multijogador, e tendo terminado a campanha, podem ter a certeza que se vão divertir bastante seja contra inimigos ou amigos, o multijogador é sem dúvida uma novidade que é muito bem-vinda ao jogo.

God of War: Ascension preenche algumas questões que tivemos ao longo dos outros jogos e apesar da campanha ser mais curta, a Santa Monica Studios conseguiu entregar um jogo muito bem produzido e pensado e de modo algum longe do que é a saga God of War.

Kratos mostra-nos um pouco do seu passado e agora no futuro quem sabe, não nos iremos encontrar na PlayStation 4.

Entrevista a Jason McDonald, um dos produtores de God of War: Ascension.

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