27 Mar 2020

Nova época futebolística, novos jogos de futebol e claro um novo FIFA. O menino de ouro da EA estabeleceu um novo patamar no mundo do futebol com FIFA 08 e desde então tem sido imparável. A fórmula é a mesma mas a EA continua a esforçar-se em melhorar FIFA, será este um ano de evolução ou manutenção?

Este ano a posição é cerrada, PES 2013 revolucionou o seu motor de jogo e deu finalmente à geração actual o PES que tanto merecia e chegou finalmente ao nível de FIFA. Com esta pressão, não era nada fácil à EA manter a sua qualidade e ainda oferecer algumas novidades aos jogadores mas felizmente assim o conseguiu.

As mudanças em FIFA mais notáveis são sentidas nos controlos e não tanto na parte estética do jogo. Visualmente não se notam muitas diferenças nas caras e modelos dos jogadores que continuam com a mesma linha e neste campo é pena que a EA não se tenham focado muito onde os jogadores menos conhecidos internacionalmente sofrem de caras nada relacionadas com a realidade. A liga portuguesa sofre deste mal onde poucos jogadores se conseguem aproximar do real. Mas passando o aspecto gráfico das caras e dos modelos, podemos ir a um dos pontos mais fortes em FIFA 13, as animações. Cada vez mais a EA trabalha neste campo e em FIFA 13 a evolução é notória, os jogadores movimentam-se cada vez mais de forma real e quando sofrem impactos a animação de contacto e queda estão cada vez mais reais, é como ver um jogo na televisão. Lesionam-se, correm, rematam e defendem mais real que nunca.

Foi também procurado simplificar a navegação nos menus e não confundir os jogadores com demasiada informação como por vezes acontecia noutras versões de FIFA. Cada opção que escolhemos mostra-nos um pequeno tutorial e apresenta-nos o que podemos explorar em FIFA 13. A velocidade entre menus foi também melhorada e acompanha a velocidade de jogo, rápida.

Os equipamentos continuam fieis à realidade e contam com o apoio das licenças asseguradas pela EA, tornando-os o mais representativos da realidade possível. Os estádios de FIFA 12 passaram para FIFA 13 e ainda não é desta que temos os principais estádios portugueses.

As animações sofreram alterações modestas e que passam despercebidas à primeira vista sendo mais notáveis quando os jogadores sofrem colisões ou quando desempenham jogadas ao primeiro toque.

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Mais indo directo ao assunto o que é que mais gostei em FIFA 13? Sem dúvida a sensação de controlo dos jogadores e a criação de jogadas que ocorre com uma naturalidade fantástica. Em FIFA 13 a AI sofreu melhorias consideráveis e agora quando atacamos, os nossos colegas ocupam melhor o terreno de jogo e dividem-se procurando espaços para receber a bola. Na entrega anterior por vezes chegávamos a um ponto do campo em que olhávamos para os lados e o apoio era praticamente nulo, felizmente a IA sofreu esta actualização e mal avançamos no terreno os nossos colegas de equipa levantam os braços a pedir a bola à medida que ganham posição sobre os adversários. No entanto a IA não foi só actualizada no ponto de ataque mas também na defesa. Os jogadores estão mais inteligentes e ocupam melhor os espaços, por vezes, até mesmo bem demais tornando-se difícil marcar golo com a quantidade de jogadores que surgem na nossa frente quando estamos em posição de remate.

Quando a equipa adversária se encontra a perder os jogadores tornam-se mais ofensivos e exercem uma pressão maior tal como deveriam fazer na vida real o que por vezes resulta em momentos de sufoco na nossa defesa. Atacam de forma mais inteligente e mais implacável não deixando qualquer margem para erro, um corte fora de tempo vai resultar no golo de empate.

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O referido sistema de colisões está muito melhor que o presente em FIFA 12, na altura foi um grande passo dado onde os jogadores colidiam de forma real ou tropeçavam em carrinhos atrasados. Infelizmente na entrega anterior a quantidade de vezes que os jogadores passavam no chão era excessiva e ao mínimo toque começavam a cair um atrás do outro e tornavam o jogo em certos momentos quase como uma batalha campal passada a meio campo. Principalmente se jogássemos com um amigo onde o jogo se passa mais agressivo que contra o CPU. Este sistema também foi corrigido em FIFA 13 e apesar de alguns relatos de bugs onde os jogadores são projectos largos metros ou atirados ao ar, nós na versão final do jogo não conseguimos (até ao momento) constatar qualquer problema com o sistema de colisões. Os jogadores chocam menos vezes e quando realmente embatem a queda é mais real sendo que por vezes nem chegam a tocar o chão, levantando-se logo de seguida. Os árbitros não estão demasiado sensíveis e só apitam falta quando é mesmo necessário, os jogadores não caem ao primeiro toque apesar de agora usarem mais os braços para ganharem a posição sobre o adversário.

Os passes, cruzamentos e remates estão mais acertados e criar aquelas jogadas à Barcelona é agora mais fácil que nunca. Largar a bola ao primeiro toque funciona de forma exemplar. Os jogadores são capazes de dominar bem a bola sem que os passes sejam demasiadamente fáceis de interceptar. As opções de passe estão mais alargadas e com alguma prática conseguem colocar a bola onde quiserem, com a densidade e força que quiserem. O jogo prima pelo controlo de bola e os jogadores que melhor dominarem esta técnica e melhor jogarem em equipa vão claramente sofrer uma vantagem, meter a bola num jogador rápido e correr até à linha dificilmente resulta em golo. Os remates também estão mais fortes e marcar golos que são autênticas obras-primas está agora mais fácil. Para além disso foi adicionado um novo estilo de remate onde premindo o L2/LT o jogador procura rematar em pontapé de bicicleta ou rotativo.

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Quem aposta mais em jogo de fintas vai ter dificuldade acrescida em aplicar esta magia do futebol graças às melhorias na defesa, mas não desanimem porque também com alguma prática, dedicação e o jogador certo acabam por sair naturalmente, apenas não saem com tanta regularidade. A EA preparou para FIFA 13 um novo sistema de dribles que nos permite articular melhor a área que rodeia o nosso jogador sem afastar-mos demasiado a bola do nosso alcance, um sistema que funciona mas que demora a entranhar, por norma fazemos a finta mais simples e largamos a bola noutro jogador.

Chegar a este domínio total ainda pede algumas horas de dedicação e para ajudar a EA preparou os Skill Games. Jogos de perícia que surgem nos ecrãs de carregamento dos jogos e substituem agora a habitual Arena onde podíamos treinar uns remates ou fintas. Este modo de jogo habitua os novos jogadores de FIFA a entrarem mais rapidamente no ritmo do jogo ou os jogadores mais experientes a afiarem a sua técnica seja em passes, dribles, penaltys, livres ou remates de fora da área. A dificuldade dos Skill Games é progressiva, à medida que atingimos uma certa pontuação o jogo evolui a dificuldade e conseguir conquistar o nível máximo em todos os mini-jogos é algo que vos vai deixar sem dúvida preparados para FIFA 13. Se no ecrã de carregamento não tiverem paciência para andar nestes mini-jogos, podem sempre arrancar com o jogo e mais tarde através do menu dedicarem-se aos Skill Games.

EA preparou ainda outros modos de jogo começando logo pelo Match Day que veio substituir o que pensávamos ser insubstituível: Modo Pontapé de Saída. Em termos práticos é a mesma coisa, escolhemos uma equipa e jogamos contra outra, controlada por um amigo ou pelo CPU. No entanto com a opção Match Day activa os dados dos jogadores e das equipas são actualizados com o seu desempenho na vida real, seja a sua posição no campeonato no caso das equipas ou no caso do jogador podem haver melhorias ou não nas suas características. Se forem adeptos de um clube que ande na mó de baixo podem sempre desligar a opção Match Day e jogarem com os dados de origem do jogo. O modo EA Sports Football Club proporciona vários objectivos que para bater em FIFA 13 dando uso ao nosso clube do coração e contribuir assim para a sua subida nas classificações mundiais, prémios e pontos para o nosso profissional virtual.

O modo FIFA Ultimate Team que é por muitos o modo de jogo de eleição de FIFA não sofreu grandes alterações, os seus torneios online e offline continuam disponíveis e os habituais pacotes de jogadores que podemos comprar ou ganhar em torneios continuam da mesma forma.

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Outro modo que não sofreu muitas alterações foi o modo carreira onde agora ao começar um novo modo carreira somos emprestados a outro clube onde temos que mostrar trabalho para sermos chamados de volta a casa. Bons desempenhos também contribuem para uma chamada à selecção que luta pelo apuramento ao campeonato do mundo.

Uma motivação extra para quem procura um modo carreira mais realista. É um sentimento de extrema satisfação entrar na pele do nosso jogador e podemos fazer algo que nunca faríamos na vida real: jogar lado a lado com Cristiano Ronaldo, Nani e outros grandes jogadores, depois de tanto trabalho. As transferências agora dão mais atenção à motivação dos jogadores e os jogadores não são contratados apenas pelo seu valor de mercado, é preciso estarem em certas condições psicológicas para uma mudança de clube.

O jogador continua a evoluir de acordo com a sua qualidade dentro do campo desbloqueando novas fintas, acessórios e tornando-se mais rápido e forte. É preciso saber dividir o jogo com os restantes colegas para conseguir os pontos de passe ou partir no um para um quando sentimos que conseguimos passar para desenvolver pontos de corrida.

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O óbvio modo online continua presente e continua com as opções que já conhecíamos, seja o modo épocas em que sobes de divisão quando atinges X pontos ou um simples amigável frente a frente. A EA continua a focar-se muito no modo online e existem uma diversidade de opções e jogos para se dedicarem sem grandes adições em relação ao ano passado.

Posto isto FIFA 13 continua a justificar a sua aposta no reino do futebol e mesmo com a concorrência mais cerrada este ano vai continuar certamente a ser um ano de triunfo para a EA onde as adições não são muitas mas as que estão presentes são feitas com enorme classe e qualidade contribuindo para uma experiência sólida, rápida e bastante divertida. Vai ser complicado desenvolver FIFA 14 com mais qualidade mas ficamos à espera EA.

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