24 Abr 2019
PC e Mac

Crysis 3

FPS mais graficamente exigente do mercado tem o seu terceiro capítulo cá fora, e desta vez, une ambos dos ambientes do primeiro e segundo jogo, transformando Nova Iorque numa selva cerrada, e usando a tecnologia do CryEngine 3 para dar-nos dos melhores gráficos alguma vez vistos, com grande atenção ao detalhe, e com jogabilidade que tenta procurar o factor diversão presente no primeiro jogo, que nos dava ambientes grandes tropicais para matar inimigos silenciosamente com diferentes skills, e uni-lo à estrutura linear e mais focada em acção do segundo jogo, que trouxe mais jogadores à franchise devido à sua simplicidade e à disponibilidade do mesmo em consolas.

[singlepic id=2510 w=320 h=240 float=left]O protagonista é desta vez Prophet, acordado 24 anos depois do final de Crysis 2, a tentar descobrir a verdade do que se passa em Nova Iorque, e a lutar contra a companhia CELL, que depois do final da invasão alienígena do jogo anterior, selou a cidade com uma redoma gigantesca, e começou a usar tecnologia alien de armaduras Biosuit retiradas aos soldados que as usavam no passado, para obter energia infinita, e a partir daí tornar o mundo dependente. Prophet é o último soldado  nanosuit e na possa da CELL, até ser salvo por um bando de ex-soldados nanosuit que pretendem vingança contra a companhia, bem como parar os planos maquiavélicos da CELL e descobrir uma vez por todas, o destino da ameaça alienígena.

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Para além das habilidades da nanosuit, quase iguais às do jogo anterior, que permitem ao jogador canalizar a sua energia para camuflagem, armadura, ou mesmo localizar inimigos no mapa com visão térmica, e fazer hacking a fechaduras, minas ou turrets, a mudança maior do jogo encontra-se no arco, a nova arma da série. Com vários tipos de flechas, uso mesmo durante o modo stealth, e mais poderoso do que qualquer arma, sendo versátil até no que toca a munição, podendo recolher-se flechas já usadas de corpos de inimigos, o arco é realmente o que dá uma puxadela na jogabilidade para diferir de outros shooters do género, aumentando a variedade de armas ofensivas na posse do jogador para que a escolha da arma em cada situação importe mais do que simplesmente as armas que o inimigo deixa para trás. Juntamente com soldados que conseguem ver o jogador a grandes distâncias, e com mapas que conseguem optimizar o stealth do jogo bem mais do que os de Crysis 2 (mesmo assim não chegando ao patamar da variedade dos apresentados no primeiro jogo, infelizmente), o jogo torna-se muito divertido no seu auge, com o jogador a fazer papel de “Rambo” através de tácticas rápidas que o permitem ser o predador do jogo. A AI dos soldados nem sempre é constante, mesmo assim havendo alguma falta de direcção e ataques inimigos sem nexo. Os aliens são um exemplo à parte, visto que não são divertidos de se matar, nem requerem estratégia para além de disparar.

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Na versão PS3, para compensar o hardware mais antigo, as texturas aguentam-se mediamente, mas o jogo apresenta uma visão constantemente enevoada, como se estivesse a correr a uma resolução menor. Continua a impressionar no aspecto técnico, e não apresenta slowdowns, mas torna-se frustrante quando certos detalhes supostamente impressionantes no background têm a qualidade de um video de Youtube. No PC, o jogo é absolutamente espectacular em aspecto. Optimizado para PCs topo de gama, possui diversas opções para qualquer tipo de mudanças e tem grande potencial para mods. Mesmo assim, requer uma máquina bastante poderosa para correr, embora com rato e teclado, os controlos sejam bastante superiores, com a jogabilidade claramente pensada com este esquema de botões.

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No multiplayer, o jogo brilha de outra maneira. Com os mapas grandes e cheios de elementos e andares do jogo, e a variedade de armas e efeitos, cada match multiplayer é completamente imprevisível, e dá ao jogo um grau de stealth com uso de armas variadas não visto em FPS ultimamente. O jogo é extremamente competente, embora não inove o género de nenhuma maneira, e seja mesmo assim inferior ao primeiro Crysis, em estética e jogabilidade.

Versão analisada: PlayStation 3

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