A MercurySteam desenvolveu a sequela de Castlevania: Lords of Shadow no qual prometeu aos fãs da série mais e boas horas a controlar o Drácula ou Dracul, nome pelo qual é denominado o personagem. O final de Castlevania: Lords of Shadow deixou água na boca dos fãs da série, que mal podiam esperar para colocar as mãos no comando para conhecer a história em que o estúdio tinha preparado em volta de Dracul.

Como o seu antecessor Castlevania: Lords of Shadow 2 apresenta-se com uma história bastante interessante e envolvente, muito possivelmente pela personagem em si, mas também por grande parte do enredo a que este é envolvido. Passados mais de mil anos da acção do primeiro Lords of Shadow, o Drácula acorda da sua suposta morte no seu castelo, o qual se encontra agora no meio de uma cidade denominada por ‘Castlevania City‘. Isto depois de nos ser apresentada toda a história durante esses 1000 anos após os acontecimentos do primeiro jogo. Seguindo este caminho somos colocados no lugar de Drácula que acorda do seu sono profundo, do qual ele não queria acordar, mas a maldição que o envolve não lhe dá a escolha de abandonar o mundo.

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Castlevania: Lords of Shadow 2 aparece numa fase complicada da industria, no qual se apresenta com uma qualidade gráfica da geração passada, a qual mesmo assim não está nas melhores condições, apesar de se apresentar melhor que o seu antecessor. A nível gráfico apresentamo-nos com boas texturas, mas no que toca aos modelos não existe uma grande diferença para o Lords of Shadow. Podemos deparar-nos com diferentes tipos de qualidades gráficas de ambientes para ambientes e de personagens para personagens, uns parece que tiveram direito a mais detalhes e texturas que outros. Os ambientes estão são fantásticos, no que toca aos do castelo, os cenários da cidade já se apresentam menos impressionantes. Apenas não se enquadram muito com a personagem e a história que esperamos de um Castlevania.

Este foi um risco do estúdio, onde tentaram envolver um estilo mais sombrio e medieval numa cidade mais moderna. Mas foi assim que também vemos um pouco mais de humanidade por parte de Drácula – mas isso já fica para descobrirem no videojogo. Apesar da existência desta cidade, grande parte do videojogos decorre-se no castelo, cujo interior é um autêntico covil de criaturas sombrias e malévolas.

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Para não falar muito da história, que é uma das melhores coisas do videojogo, saltamos já para a jogabilidade que se mantêm igual ao seu antecessor, pelo menos a linha das acções, dois poderes distintos, um para ganhar vida consoante o dano que dá nos inimigos, e o outro para destruir as defesas dos inimigos, defesas essas que não são quebráveis com as armas normais. Estes dois poderes especiais também são utilizados para pequenas acções fora da descrição anteriormente dada, acções essas que se focam em congelar a água e destruir algum tipo de objecto definido respectivamente.

Para além da adição destes poderes secundários temos também o acesso a outros tipo de poderes que podemos usufruir a qualquer altura, e que nos dão algumas vantagens nos combates que vamos travando ao longo do jogo. Os combates não se apresentam muito complicados, muito idênticos aos anterior, as combinações são executadas da mesma forma, as quais vão evoluindo consoante os adquirir-mos e evoluir-mos nas respectivas árvores de habilidades. Cada um dos três ‘estilos’ de combate – mão/chicote, espada, e punhos de fogo – têm a sua árvores de habilidades, onde existem ataques que só podem ser desbloqueados quando tivermos as habilidades que conjuntamente o formam.

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Como não podia deixar de existir neste título, os vários quebra-cabeças, que testam a nossa atenção e perícia. Os bosses são também uma marca dos títulos, com uma constante aparição de vários tipos diferentes de mini-bosses, que dão um toque diferente a todos os combates que travamos, e quem é que não prefere desafiar constantemente um bosse à meia dúzia de fáceis subordinados? Apesar de fáceis, o segredo de sermos bem sucedidos nos diversos combates é a paciência e não tanto as habilidades de cada jogador.

Os movimentos dos ataques entras outras acções do nosso personagem apresentam-se bem fluídas assim como os seus efeitos. Contudo existe um pequeno pormenor que poderá prejudicar, mais por não estar habituado, que se apresenta na câmara do jogo, que se coloca no lado direito do personagem, colocando-o no canto esquerdo do ecrã, e que por sua vez em alguns momentos prejudica a nossa visibilidade na acção, isto no que toca principalmente aos combates. Problema este que já existia no anterior título da saga.

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Apesar de não se apresentar numa má qualidade, a todos os níveis, Castlevania: Lords of Shadow 2 apresenta-se apenas como uma continuação de uma história. As suas evoluções não foram notórias, com a apresentação deste título a MecurySteam demonstrou que não aprendeu grande coisas com os erros do primeiro videojogo, deixando passar pequenos problemas técnicos de um para o outro. Não arriscaram nas mudanças da mecânica do videojogo, jogaram pelo seguro e quiseram pelo menos preservar os jogadores que gostaram de jogar o primeiro título da saga – estas são as palavras que vemos estampadas na descrição do jogo. Apesar de interessante em algumas partes, o jogo baseia-se muito em cutscenes para desenvolver a história, as quais se apresentam em algumas partes do jogo excessivas. São elas que solidificam toda a história, mas algumas delas eram desnecessárias e quebram sem grande motivo o desenvolvimento do jogo.

Se o parágrafo acima não te desanimou de todo, és o tal a quem nós recomendamos este videojogo, que apesar de todas os pontos que apresentamos parecerem negativos, são apenas para os jogadores mais exigentes. Os que contam com um título Next-Gen, ou totalmente novo relativamente ao anterior. Este título foi desenvolvido para os fãs da série, para quem gostou do Lords of Shadow e que esta à espera do desenvolvimento da história prometida no seu final. Este é o jogo, que jogou pelo seguro para ter a atenção de quem já a deu ao seu antecessor e gostou do que jogou.

[display_label style=positivo]Pontos Positivos:[/display_label]
+Mecânica de jogo
+História
+Ambientes do Castelo do Drácula
+Batalhas desafiantes
+Momentos épicos

[display_label style=negativo]Pontos Negativos:[/display_label]
+Problemas técnicos
+Grafismo datado
+Cenários da cidade

Versão testada: Xbox 360. [display_label style=plataforma]Fornecida pela Ecoplay.[/display_label]