28 Ago 2018
PS3

Análise: Castlevania: Lords of Shadow

Lords of Shadow é o subtitulo do novo Castlevania, o primeiro desta geração de consolas, e será também o primeiro cujo objetivo não é caçar o Drácula, mas vingar a morte da sua mulher, destruindo os Lord of Shadow.
Os anteriores jogos em 3D têm sido os piores jogos da franquia, e os que têm dado mau nome a esta série. Será que este irá conseguir mudar o rumo dos acontecimentos? Fiquem para ver o que temos a dizer do jogo. 

Em tempos de escuridão, onde já não existe esperança de ver uma luz salvadora, onde se acreditava que Deus teria perdido a sua máscara colocando assim a terra abandonada e nas mãos da escuridão, nós teremos em nosso controlo não Deus mas sim Gabriel Belmont, um guerreiro da irmandade da luz que tem uma missão: Destruir todos os Lords of Shadows, poderosas entidades sobrenaturais, e assim vingar a morte da sua mulher e ressuscitá-la através da reconstrução da máscara de Deus, que está partida e perdida na escuridão.
O espírito dela irá aparecer-nos ao longo do caminho que iremos percorrer até ao nosso objetivo,  mas também iremos conhecer novos personagens como Zobek, um do guerreiros mais antigos da irmandade da luz, que nos irá ajudar em alguns dos momentos mais críticos da nossa jornada.

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A história do jogo é dividida em 12 capítulos, e estes capítulos estão também divididos em missões. Cada missão tem o seu pormenor, umas missões de luta, outras de puzzles/enigmas, outras de exploração/plataformas, nelas vamos conhecendo as pequenas e as grandes criaturas que vivem nas determinadas zonas de Castlevania, criaturas essas que dão vida aos locais que teremos que percorrer para chegar ao nosso objetivo. Essas criaturas vão desde lobisomens, goblins, aranhas gigantes e outras criaturas do género, enquanto que os bosses são uma espécie de figuras mitológicas, cada um com as suas características. Esta mistura de criaturas torna este jogo numa história obscura misturada com um ambiente mitológico e de conto de fadas.

Os ambientes estão muito bem elaborados, e não são todos obscuros e com tons mortos, alguns são bastante alegres e com uma florestação que dão um toque de abandono, mas ao mesmo tempo dão vida à zona. Contudo os ambientes obscuros também estão muito bem conseguidos, com texturas com um grau de detalhe alto, ao nível do estilo de jogo. Salientam-se os efeitos colocados na cruz que temos como arma, que em contacto com as paredes ou chão faz um efeito de faísca, pormenor bastante bom, tal como o efeito que existe quando matamos um inimigo, em que o sangue sai disparado do corpo, colocando assim uma espetacularidade em cada morte que fazemos.

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As cutscenes são executadas através dos gráficos do jogo, o que dá um ar muito mais agradável, não colocando assim uma grande diferença entre as mesmas e a jogabilidade. Contem assim com esta igualdade gráfica em relação ao personagem principal e a todos os ambientes que por si já são incríveis, desde florestas, pântanos, bosques, entre outros grande cenários que estão incrivelmente bem desenhados e construídos. Mas nem tudo são rosas nestes cenários, pois as paredes invisíveis existentes nos locais que não são para se chegar cortam um pouco da interação que poderia existir entre o ambiente e o nosso personagem.

Mas isto não influencia totalmente na jogabilidade, apenas não permite que nos coloquemos em zonas que não estão previstas para interação, que é suficiente com tudo o que temos que fazer, como por exemplo, caminhar por placas de madeira estreitas, onde temos que ter cuidado para não cair e para isso não acontecer temos que estar atentos, pois se ficamos um pouco mais ao canto teremos que usar o RT para nos equilibrar. Também teremos que nos agarrar em certas zonas com a nossa arma para subir ou descer encostas, e também para saltar grandes precipícios. Mas é aqui que os controlos se tornam um pouco mais complicados, porque há vezes em que o nosso personagem salta e dá balanço, e outras em que fica ali estático, não dando bem a noção do que é que temos que fazer. Pelo menos as primeiras vezes perdemos um pouco de vida devido a uma queda que sofremos por tentarmos ir para algum lugar que não é suposto, ou mesmo por não sabermos a tecla que temos que utilizar para sair dali sem cair. O resto dos controlos tem uma boa e fácil adaptação, os combates são simples, sendo necessários apenas dois botões para atacar, um para defender e outro para saltar.

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Temos dois tipos de energia que nos dão mais poder de ataque, e nos ajudam em combates onde temos muitos inimigos contra nós. Estas energias só podem ser usadas enquanto possuirmos uns potes colocados no ecrã que nos indicam o nível de poder que poderemos ter. Esta energia enche-se com as horbs que vamos conseguindo com as mortes que vamos fazendo, horbs estas que serão também medidas mediante o número de golpes que infligimos sem sofrer nenhum dano, algo difííil de conseguir mas não impossível.

Em relação ao tempo que teremos para alcançar o final do jogo, são cerca de 20 horas, o que para um jogo open world pode ser bastante bom, para este tipo de jogo que é linear pode tornar-se um pouco cansativo estar a executar quase sempre os mesmo feitos, embora um bom fã da série possa ver este como um ponto positivo do jogo. O que torna este jogo tão comprido é o facto de termos que regressar atrás nos locais, pois não conseguimos completar tudo logo na primeira vez, já que existem ações que só podem ser realizadas com uma nova evolução da nossa arma. Tal  evolução só se consegue atingir mais à frente, fazendo assim com que tenhamos de voltar mais tarde para executar o que deixamos para trás.

A nível sonoro deparamo-nos com uma boa banda sonora, que nos acompanha durante os combates, com pequenos detalhes como o despedaçar dos corpos, ou a presença sonora que nos diz se um animal está a sentir que está a ser dominado quando estamos em cima dele, ou as suas mortes que são anunciadas com um gemido ou algo do género.
Os ambientes sonoros também estão bem conseguidos, visto que conseguem colocar ali um ambiente obscuro, mesmo quando o ambiente visual não o denuncia totalmente, e os uivos dos lobisomens também estão muito bem conseguidos dando mesmo a sensação de um lobo raivoso e descontrolado, e não de apenas um simples lobo.

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Para terminar esta análise resta-nos dizer que este jogo conseguiu completar o seu objectivo de se tornar o melhor jogo 3D da franquia, não a desiludindo apesar de ainda precisar de limar algumas arestas. Relativamente ao sistema de plataforma colocada no jogo, falta-lhe um pouco mais de automatibilidade, principalmente nas bordas de alguns locais onde podemos saltar, não estando o outro lado preparado para nos receber e assim caímos por ali abaixo, ou mesmo locais onde não temos muito controlo do personagem e ele começa a correr e cai por alguma borda que esteja ali perto. Este e mais alguns pormenores precisam de ser limados, por isso esperamos por um update para melhorar estes detalhes.

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