18 Ago 2018
PS3

Análise: Brink

A humanidade vai evoluindo para construir o que acha ser o melhor para o seu futuro, e foi como parte de uma visão contemporânea verde que a Ark foi considerada um modelo de vida sustentável para a humanidade. A cidade flutuante tornou-se a casa para os cientistas e crânios da sociedade que se concentravam em tornar essa visão uma realidade, enquanto os seus patronos ricos construíram um paraíso de lazer.
Mas quando uma crise ambiental se tornou realidade, tendo os glaciares derretido e o nível das águas subido, milhares de todo o mundo tentaram refugiar-se na Ark. No entanto depararam-se com os fundadores e os seus descendentes preparados para lutar para manter a ilha. Esta é a história que nos leva a conhecer o porquê das batalhas que iremos travar em Brink.

 

Passando à ação, depois de nos ter sido explicado a história que levou aos acontecimentos de Brink, teremos que escolher um lado pelo qual quereremos lutar: ou defender a Ark ou escapar da Ark. Dependendo da nossa escolha, ser-nos à apresentado o nosso grupo de batalha através de uma cutscene, logo após isso é nos dada a possibilidade de escolher a imagem do nosso personagem. Inicialmente começamos com poucas coisas disponíveis para editar o nosso personagem, mas conforme o nível de evolução e as missões que se irão conseguindo concretizar com sucesso, novas adições são desbloqueadas.
Da cabeça aos pés, poderemos modificar o nosso personagem de maneira a não se parecer com nenhum que possamos ver em qualquer jogo online ou offline.

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Para nos tornarmos mais fortes, ou considerados mais experientes, temos à nossa disponibilidade habilidades que servirão para melhorar as qualidades de cada uma das quatro categorias que temos disponíveis, soldados, engenheiros, médicos e agentes. Mas também teremos habilidades gerais, essas irão manter-se em qualquer classe que tenhamos. Cada classe tem um objetivo no jogo, cada um tem o seu papel e nenhum deles é menos que outro, pois todo o grupo de batalha tem que trabalhar como um só, isto é tem que estar equilibrado para conseguir completar as missões com sucesso. Este pormenor é um dos grandes pontos fortes do jogo, por serem necessárias todas as classes, visto que cada uma executa uma parte do trabalho.

Um médico é necessário quando a missão se foca em batalhas, para manter a equipa viva naquele terreno, os agentes servem para as missões de dasativação de engenhos, apenas eles poderão executar essa função, os engenheiros irão ser necessários quando as missões se focam em reconstruir alguma coisa, no caso do jogo apenas arranjar algum aparelho ou máquina, e os soldados servem para explodir tudo o que encontram no caminho da equipa, tudo o que seja destruir com explosivos é trabalho para os soldados.

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Falando nos modos de jogo, em especial no que o jogo considera o modo campanha, este é “dividido” em três módulos, o de singleplayer, o de multiplayer e o de co-op, isto é, tudo está ligado à história, não existe um modo multiplayer normal, onde estamos à espera de encontrar um team deathmatch, ou algo do género, nem vamos encontrar um modo campanha linear e estereótipo, vamos encontrar sim, um modo campanha que se funde com o modo multiplayer e vice versa. Explicando um pouco melhor, teremos o modo campanha, que tem em cada missão um ou mais objetivos, esses objetivos são executados da mesma forma de um jogo multiplayer, com tentativas, mortes, respawnings, e uma equipa contrária, não apenas com inimigos colocados num lugar sem qualquer tipo de inimigo restrito a um espaço, tudo com um tempo limite de conclusão.
O multiplayer é exatamente a mesma coisa, mas com a diferença de que todos os jogadores serão verdadeiros e não IA.

Esta inovada maneira de elaborar a estrutura de um jogo é bastante interessante e inovadora, mas como todas as inovações ao inicio estranha-se bastante, esperasse encontrar o que é normal encontrar num jogo do género e ficamos um pouco desiludidos, mas depois com o passar do tempo esquecemos um pouco isso, ficamos entranhados na história, juntamos um grupo de amigos e lá vamos nós completar a campanha em conjunto, depois de completada lançamo-nos para o modo online e debatemo-nos com outros jogadores, por um lado é um ponto positivo pela diversão que proporciona, visto ter objetivos, mas por outro trona-se um pouco limitado, visto não ter o que todos nós já estamos habituados de ter num FPS, isto é escolher um modo de jogo que queremos, de apenas um objetivo, e não ter que ficar condicionado às missões da história para poder jogar.

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Graficamente o jogo tem o seu estilo próprio, um género de arte comic, que na minha opinião se enquadra perfeitamente no estilo de jogo. Os personagens com toda aquela personalização que é possível ficam com uma imagem bastante boa, encaixando tudo na perfeição. No contexto de ser comic, o detalhe gráfico dos personagens é bastante bom, assim como o dos ambientes, que transmitem muito bem o ambiente de guerra, não com um detalhe muito acentuado, mas com uma textura boa para o estilo do jogo.

A nível sonoro do jogo está realmente bom em quase todos os aspectos, o barulho das armas, o nosso andar o andar dos nossos colegas os saltos o impacto com o chão quando saltamos de um local alto, tudo está bastante perceptível, até o ambiente criado com os combates que se desenrolam no mapas são bastante bons, quando somos atingidos também perdemos um pouco da audição, e quando ficamos caídos, somos acompanhados por uma musica que nos transmite uma sensação de fim. O que não conseguiram muito bem foi a escolha de vozes para alguns dos nossos colegas de equipa, algumas não enquadram com a personagem.

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A nível de jogabilidade é um jogo bastante simples, sem grandes complicações de execução de alguma das ações, existem sempre indicadores que nos mostram os objetivos, auxiliares de ação, isto é, cada vez que vamos colocar uma bomba ou desativar alguma coisa aparece lá sempre o botão de ação, caso não apareça não o podemos fazer com a classe que possuímos.
Existem três estilos de corpo, magro, normal e pesado, cada um tem as suas características também, mas como é de prever, o magro tem melhor habilidade de parkour, mas tem menos vida e apenas utiliza armas de baixo “peso”, o normal tem as condições equilibradas e o pesado é mais lento, tem mais vida e pode utilizar armas pesadas como miniguns. Parece que não, mas até estes pequenos pormenores interferem com o desenvolvimento do jogo, em certas missões mais do que em outras.

Para terminar, este jogo mostra-se bastante evoluído e revolucionário, de acordo com os vídeo-jogos recentemente lançados pela Bethesda, mas que por esses motivos pode ser um pouco mal interpretado, devido a não conter alguns dos pontos, considerados por nós jogadores, fundamentais para um FPS. Mas não sendo este um jogo considerado completo, é um jogo que servirá de exemplo e ponto de ideias para o desenvolvimento de novos shooters.

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