O verdadeiro simulador de um apocalipse Zombies.

A moda dos Zombies não terminou, de facto, continua mais viva que nunca. Com o promissor Days Gone da Sony na calha, a Microsoft aposta numa fórmula que funcionou no passado. State of Decay 2 da Undead Labs vem mais uma vez juntar possuidores de uma plataforma da Microsoft no combate a infestações de Zombies.

Começamos por escolher uma dupla de “protagonistas”, cada um deles com diferentes estatísticas. Estes dois personagens irão nos acompanhar num pequeno prólogo que nos ajuda a estabelecer o setting para o resto da aventura. No final deste segmento, temos que escolher onde iremos estabelecer o nosso campo de sobreviventes: planalto, vale ou contraforte.

Depois da escolha ter sido feita, iremos para essa mesma área começar a nossa base de sobreviventes. Começando com os dois personagens que escolhemos no inicio mais dois que aparecem durante o prólogo, iremos estabelecer uma base que servirá como centro de comando. Para além desta base ser uma luz de esperança, é também a fonte de todos os nossos problemas, mas trata-se de um apocalipse zombie, por isso não podia ser de outra maneira. A partir daqui podemos trocar livremente entre os diversos personagens. Para além de missões que nos vão dando, temos também que andar sempre em pequenas expedições para encontrar materiais, comida, medicamentos e munição para que a nossa comunidade consiga ter o mínimo de condições possíveis. É preciso também evoluir o nosso centro de comando para que consigamos estabelecer mais postos de controlo que nos darão protecção, recursos e algo muito importante, camas, pois a certa altura do jogo tive de me conter em recrutar alguns sobreviventes, pois as camas eram poucas para tanta gente. Acho que também é importante referir que o jogo tem um sistema de permadeath, ou seja, quando um personagem morre, morre mesmo.

Não esperem hordas enormes de zombies. Os zombies estão dispostos no mapa de forma muito solitária, e não é difícil andar pelas áreas a matar de forma furtiva, sem atrair a atenção de outros mortos-vivos. A maior parte do combate é feita com martelos, katanas, tacos de baseball e afins, deixando as armas de fogo para situações de aperto, ou para zombies muito específicos. As armas têm durabilidade mas podem ser reparadas na base, e as munições são escassas, por isso cada bala tem um enorme valor e pode fazer toda a diferença.

Como falei anteriormente, cada personagens tem as suas diferentes estatísticas que passam pelo cardio, combate, manuseamento de armas, capacidade de carga. Não é difícil subir estas estatística, e quando chegam ao máximo podemos evoluir para uma especialização mais avançada.

Existem algumas actividades para completar, como destruir hordas de zombies (para a Undead Labs, uma horda tem 5, 6, 7 zombies), destruir os núcleos da blood plague e ajudar sobreviventes que deambulam por este mundo. Por falar em blood plague, este é um dos grandes problemas que afecta este mundo. Zombies com blood plague são facilmente identificados pela sua cor vermelha e são os únicos capazes de contaminar os sobreviventes. Quando um dos nossos está infectado, podemos tratar deles na enfermaria para que a doença demore mais a se propagar, criar curas, exilar ou indo pelo caminho mais fácil e deixar-lhe uma bala no meio do crânio.

Outro ponto a ter em conta é as necessidades e estado de espirito dos sobreviventes. Convém nunca deixar os recursos baixarem muito e exterminar zonas infectadas, pois são dois dos pontos que causam mais frustração nos sobreviventes. Isto pode causar distúrbios entre a comunidade, o que faz com que eles criem conflitos entre si e comecem a fazer as malas para abandonarem a comunidade.

Mas o grande foco do jogo é o co-op até 4 jogadores. É sem dúvida a forma mais divertida de se jogar, mas mesmo assim o grande problema do jogo persiste: é demasiado repetitivo. À primeira vista parece ser enorme e ter muita coisa para fazer (o que não é mentira), mas acaba por ser sempre o mesmo ao fim de meia dúzia de horas e claro, cada vez que se sai numa “expedição”, estamos sempre preocupados com o resto da comunidade que continua a dar dores de cabeça.

Em termos gráficos, o jogo deixa muito a desejar. Joguei na Xbox One S e fiquei bastante desiludido com a frame rate e com as imperfeições gráficas que o jogo apresenta, principalmente quando se roda a câmara. Joguei uma hora no PC e aqui o caso mudou um pouco de figura. A frame rate melhorou bastante e graficamente está bastante melhor como já era de esperar. Mas o que mais me chateou foram os bugs que apareceram de tempos a tempos. Primeiro tive um bug que me afectou o HUD. Não conseguia consultar o mapa em condições nem ler nada do que aparecia no ecrã. Depois a coisa complicou-se e uma área completa onde tinha uma missão, bugou de tal forma que as únicas formas que se conseguiam identificar no ecrã eram os meus personagens e os zombies. Qualquer tipo de estrutura eram texturas de tal forma deformadas que nem o Christopher Nolan se atreveu a usa-las no Inception. Isto quase me custou a vida de dois sobrevivente, e a solução foi voltar para a base e reiniciar o jogo.

Resumindo, State of Decay 2 continua a ser um bom jogo tal como o primeiro o foi. Algumas melhorias a nível visual e de bugs são bem-vindas, mas na sua base, irá continuar a ser aquele jogo que é divertido de pegar de tempos a tempos para jogar com amigos.

7.0
Score

Bom
7

Final Verdict

State of Decay 2 continua a ser um bom jogo tal como o primeiro o foi. Algumas melhorias a nível visual e de bugs são bem-vindas, mas na sua base, irá continuar a ser aquele jogo que é divertido de pegar de tempos a tempos para jogar com amigos.