25 Abr 2019
PC e Mac

StarCraft II: Heart of the Swarm

Depois do tremendo sucesso no primeiro episódio de StarCraft II, partimos então do controlo de Jim Raynor e da raça humana e tomámos controlo dos Zerg, onde a sua líder, Sarah Kerrigan está de volta.

A espera foi muita mas valeu a pena. Lembro-me perfeitamente de chegar ao final de Wings of Liberty e a única tristeza que senti foi: “Não acredito que vou esperar três anos para saber o que aconteceu a seguir.”, bem custou a passar mas a verdade é que Heart of the Swarm já chegou e assim que começamos a primeira missão torna-se muito difícil parar de jogar.

Se ainda não jogaram o primeiro jogo e procuram começar por Heart of the Swarm, vão um pouco contra o sentido da história do jogo. Apesar de estarmos a falar de um RTS e o seu grande foco ser a estratégia que levamos para o campo de batalha, a história é um dos elementos mais cativantes do jogo e apresentam uma narrativa interessante e entusiasta. O conselho aqui passa por pegarem no primeiro episódio antes de jogarem Heart of the Swarm. Esta análise vai conter spoilers para quem nunca jogou o primeiro episódio.

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Se ainda não sabiam, o jogo está dividido em três diferentes episódios, onde cada um vai ter como destaque cada uma das diferentes raças: HumanZerg e Protoss. Cada uma com as suas diferentes habilidades e características únicas.

No primeiro jogo estávamos a cargo dos Terran onde o herói da campanha era Jim Raynor. Neste episódio lutamos contra os Terran Dominion à medida que procuramos salvar Sarah Kerrigan do controlo dos Zerg.

Em Heart of the SwarmSarah Kerrigan já-se encontra do nosso lado e a trabalhar para remover do seu corpo o “lado Zerg”. Depressa descobrimos que a mesma pode servir como uma arma muito valiosa, sendo humana e ao mesmo tempo capaz de controlar exércitos Zerg, por estes pensarem que Sarah é ainda a sua rainha, a Queen of Blades.

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A história começa a ganhar interesse quando Sarah se separa de Jim Raynor e decide então partir à busca de vingança. Para o fazer precisa do quê? Sim, de um exército. É aqui que entram os Zerg.

Para conseguirmos ter força suficiente, Sarah Kerrigan terá que se deslocar ao longo da galáxia, de planeta em planeta e reunir as tropas Zerg que conseguir encontrar. Ao todo são 20 missões principais com alguns desvios pelo caminho.

É um bom arranque de jogo mas que ao mesmo tempo apaga um pouco o trabalho todo que realizámos em Wings of Liberty. Tanta luta para trazer Sarah Kerrigan de volta e esta acaba por ter que voltar aos Zerg em Heart of the Swarm.

Tal como no primeiro jogo, a campanha a um jogador é um dos pontos fortes do jogo. As missões não são apenas reunir um exército e devastar a base adversária mas sim procurar personalizar as nossas forças a cada ambiente e tipo de espaço onde estamos. Cada missão procura sempre ter o seu estilo único e diferentes caminhos para chegar ao seu fim. Para além da clássica evolução de unidades e estrutura, Kerrigan também pode ser melhorada com novos poderes e habilidades à medida que vai subindo de nível.

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Uma das adições em relação ao jogo anterior, é um atalho em pleno combate que nos permite seleccionar automaticamente todas as unidades. Extremamente útil quando temos um exército com mais de 20 zerglings e queremos mover-nos depressa sobre um adversário sem ter que andar a reunir ao longo do mapa. Uma opção bem pensada tendo em conta o tipo de jogo abordado por quem joga com os Zerg, uma táctica rápida, com muitas unidades e muito ataque surpresa.

A campanha tem uma boa estrutura e um bom desenvolvimento. As evoluções vão surgindo de forma progressiva à medida que atravessamos os vários cenários e confrontos onde depressa apanhamos a melhor maneira de usar os Zerg para nossa vantagem.

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Cada missão tem um total de três achievements e existem muitas missões que nos vão dar alguma vontade de as repetir e procurar atingir os 100% de objectivos.

Quando chegamos ao fim da história volta a tristeza de ter que esperar mais algum tempo pelo próximo jogo. Mas até lá temos o modo multijogador para nos entreter.

Neste campo não houveram muitas alterações. Continua muito bem feito e extremamente sólido. O jogo sempre foi muito delicado na balança entre as três raças e na forma como funcionam. Em Heart of the Swarm chegaram novas unidades e diferentes habilidades que vieram agitar tudo a que estávamos habituados em Wings of Liberty.

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Preparem-se para subir de escalão em escalão e para confrontar jogadores cada vez mais exigentes. Se a coisa não estiver a correr muito bem podem jogar em modo Unranked, fazendo com que uma derrota não seja assim tão pesada de digerir.

O modo multijogador permite-nos treinar, ir para um versus IA onde convidamos um amigo a juntar-se à luta, unranked e ranked. O aconselhado é começar primeiro pelos treinos e pelas dicas que a Blizzard tem para partilhar a menos que já sejam muito experientes no jogo e se queiram aventurar já nos jogos ranked.

StarCraft II: Heart of the Swarm é um jogo obrigatório para amantes do género. Tanto o modo campanha como o multijogador estão perfeitamente equilibrados e sólidos. É difícil parar de jogar e vão dar por vocês muitas vezes a tentar fechar o jogo e acabar por partir numa nova missão. O jogo tem uma história bem preparada onde são poucas as vezes em que se gera alguma confusão, algo que depressa é ultrapassado.

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