Maxis volta a trazer-nos o simulador que nos permite criar e controlar metrópoles. Que desafios terá o novo Simcity para nos oferecer?

Em Simcity começaremos por criar uma pequena aldeia e expandi-la constantemente. Existem 8 localizações iniciais para escolhermos, entre zonas peninsulares ou mais interiores, cada uma com diferentes quantidades de recursos fósseis e naturais. Dentro dessas localizações principais iremos dar então origem ao nosso primeiro aglomerado populacional que mais tarde ser irá tornar na nossa cidade. A interface é simples e intuitiva apesar de exigir um breve período de adaptação. Temos inúmeras opções como criar estradas, construir residências, escolas, hospitais, parques, etc. Para um bom funcionamento da cidade, para além de colocarmos fontes de energia e postos de abastecimento de água, teremos de gerir a presença de polícia, prisões, quartel dos bombeiros, trânsito, autocarros e respectivas paragens, e até gerir a recolha de lixo e o depósito/reciclagem de resíduos. Ao longo do nosso percurso, as habitantes vão dar-nos o seu feedback, apontando os aspectos negativos da cidade como por exemplo a falta de uma zona comercial, ou a fraca distribuição de água potável.

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Toda esta gestão irá exigir da nossa parte uma boa agilidade na utilização de recursos monetários. A maior fonte dos designados Simoleons são obviamente os impostos, principalmente das zonas industriais, e é indispensável que cada um seja bem empregue para que seja possível uma evolução gradual do funcionamento da cidade. Este é o aspecto mais atractivo do jogo e os vários acontecimentos que podem surgir como assaltos, incêndios ou até catástrofes naturais e a necessidade da nossa rápida resposta para colmatar e solucionar estes problemas mantêm-nos entretidos durante horas.

Simcity proporciona por isso uma jogabilidade interessante. Por exemplo, a poluição resultante do consumo de combustíveis fósseis podem contaminar o solo da recolha de água que por sua vez faz adoecer alguns habitantes o que resulta numa menor produtividade laboral.

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E existe uma dinâmica de vida a acrescentar a tudo isto. As animações de cada habitante ou veículo, designados agentes, desencadeiam outras animações e existe sempre presente uma enorme noção de movimento na cidade. Utilizando o engine Glassbox, a produtora conseguiu criar vários modelos 3D que representam pedestres, veículos, edifícios e locais industriais em harmonia visual com as referidas animações. Isto dá um aspecto glorificante à cidade durante a sua expansão e modernização.

A inteligência artificial destes agentes nem sempre está à altura sendo mais visível na utilização de estradas que provocam engarrafamentos no trânsito sem justificação e tendo estradas alternativas por onde circular, por exemplo.
Um aspecto que acrescenta pouco à experiência total do jogo é o som. Os efeitos sonoros são genéricos e a música ambiente, embora seja convencionalmente calma e essencialmente acessória, não é convidativa e torna-se quase dispensável.

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A conexão online é um elementos em foco neste Simcity, embora não ofereça muitos aspectos para além daqueles disponíveis na campanha individual. Entre o multiplayer, teremos desafios casuais e leaderboards que nos tornarão em Presidentes bastante competitivos.

Além disso, a conexão online é obrigatória e este aspecto provocou grandes problemas aos jogadores quando estes quiseram jogar desde inicio pela falha nos servidores. O problema está a ser sucessivamente amortizado pela produtora o que se espera que deixe de ser um entrave para quem queira experimentar o jogo.
Alguns aspectos parecem simplificados para maximizar a performance do jogo online e simplificação de conteúdos pode resultar numa menor diversidade assim que atingimos uma cidade bastante evoluída, sendo as áreas das cidades um bom exemplo.

Simcity entrega-nos uma boa experiência com bons desafios para os apreciadores deste género de simuladores e contém aspectos suficientemente atractivos para os jogadores que estejam apenas curiosos e queiram construir uma cidade à sua imagem.