21 Mai 2020
PC e Mac

Análise: Football Manager 2014

Nova época, novas emoções.

A SEGA e a Sports Interactive Games trazem-nos novamente a emoção do futebol para o computador. Esta época temos um Football Manager com os plantéis todos atualizados, mas ao mesmo tempo temos imensas alterações.

Antes de iniciarmos o jogo, este ano é-nos proposto três modos de jogo: modo Football Manager, conhecido como o modo a que estamos todos habituados a jogar com as funcionalidades todas, o modo Football Manager Classico onde as funções do jogador são mais simples, tendo apenas que se preocupar com o básico, e o modo Desafio onde o jogador começa uma época com uma série de objetivos para cumprir. Relativamente à dimensão do jogo temos 51 campeonatos, alcançando um total de cerca de 120 ligas, mas o jogo peca por ainda não ter muitas licenças. Das ligas mais famosas poucas são as que têm licenças para os emblemas e jogadores, o que pode não agradar a todos os jogadores ver o seu clube com um emblema com as cores do clube em vez do emblema original.

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Uma das alterações mais aparentes no jogo é o visual, que surge mais limpo e organizado, mas no meio de tanta organização existe muitas funcionalidades. Estas alterações visuais permitiram que o jogo fosse mais ergonómico para o jogador, sendo mais fácil trocar entre os menus do Clube, Treinador, Treinos, etc… e ao mesmo tempo não nos atrapalham enquanto mexemos nos menus. O menu dos treinos está mais simples de aspecto e mais complexo em funcionalidades, pois este ano podemos escolher o tipo de treino que queremos dar, seja para o plantel inteiro ou apenas para um jogador, com maior facilitismo do que nos anos anteriores. Outro menu que teve uma alteração visual foi o Centro de Transferências, onde agora é um motor de pesquisa enorme, com filtros para quase todos os dados que um jogador pode ter no jogo, onde deu para sentir que agora é mais fácil encontrar “o” jogador ideal para a nossa equipa.

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O papel de treinador está cada vez mais evoluído, e este ano teremos de ter atenção ao que dizemos, pois agora teremos de responder aos jornalistas antes e depois dos jogos, falar com os jogadores, e até com a própria direção do clube, onde tudo o que dizemos poderá influenciar a moral dos jogadores, a nossa posição no clube e admiração dos adeptos. Uma frase errada e podemos passar de adorados a odiados. Novas adições incluem a possibilidade de o treinador pedir ao capitão da equipa para falar com um jogador novo ou descontente, receber relatórios dos treinadores da equipa B e juniores, e a possibilidade de falar com os jogadores antes, durante e depois de um jogo e no final da época, falando sobre o seu desempenho. A meu ver esta função das falas dá uma nova dimensão ao jogo, pois tornou o jogo muito mais envolvente para o jogador, fazendo com que as nossas decisões influenciem a moral do plantel, podendo por vezes virar o jogo completamente. A moral dos jogadores é muito importante este ano, pois pelo que jogámos, se nas falas no pre-jogo houver um jogador que não gostou do que dissemos o desempenho desse mesmo, durante o jogo, poderá não ser o melhor. As falas influenciam também as transferências, onde agora podemos negociar o contracto de um jogador, com o seu agente, na hora.

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Quanto aos jogos, cada vez mais vemos um esforço do estúdio para nos dar a melhor experiência possível. Temos agora um motor 3D melhorado, o que nos leva a querer ver algo mais que apenas os momentos chave. Este ano a experiência torna-se mais renhida pois parece que já não temos as famosas situações onde ganhamos 4-0 a um clube de topo, e no jogo seguinte perdemos 4-0 com o ultimo classificado da liga. Tudo isto junto faz com que o jogador queira ver o jogo completo, para poder “gritar” com os jogadores, puxar pela equipa e fazer alterações na hora. Uma função boa para ajudar com isto é a ajuda que o treinador adjunto dá durante o jogo, onde nos vai dando dicas como “o nosso meio campo está fraco, vamos mudar a tática”, o que faz com que o jogador esteja mais envolvido no jogo, e não apenas a ver o jogo a correr. Se agora quisermos recordar os nossos melhores momentos temos a possibilidade de gravar bocados do jogo, seja para rever uma falha na tática, gravar uma jogada ou um golo.

Outro elemento melhorado este ano foi o sistema tático e de treinos. Agora não podemos estar sempre a mudar a nossa tática nem os treinos, pois pode levar ao cansaço dos jogadores e criar dificuldades na equipa, porque agora temos um sistema que nos indica o quão os jogadores estão habituados à tática e ao treino. Quanto mais familiarizados, melhor será o desempenho da equipa, contudo há sempre variáveis que poderão alterar os dados, como por exemplo, um jogador novo.

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Este é o primeiro título da série presente no Linux, juntando-se assim às versões PC e Mac, e também o primeiro a usar o Cloud-Save que nos permite continuar a nossa época a partir de qualquer computador. O jogo terá também funcionalidades na Steam Workshop o que permitirá que a sua fan-base crie conteúdos para o jogo, como pacotes de emblemas ou fotografias. Uma versão para a PS Vita também já foi confirmada, e esta utilizará também o Cloud-Save, permitindo ao jogador retomar o seu jogo “on the go”.

Em geral podemos dizer que o Football Manager 2014 recebeu uma remodelação gigante, e na sua grande maioria foi um grande passo em frente. Podemos sentir a emoção do futebol e toda a paixão que vem com ela num só jogo. 

Pontos Positivos

  • Motor 3D
  • Consistência
  • Maior interação do jogador
  • Emoção nos jogos
  • Funcionalidades na Steam

Pontos Negativos

  • Pouco amigável para estreantes
  • Falta de Licenças

Versão testada: Mac

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