26 Ago 2018
PS4

Análise – Darksiders II: Deathinitive Edition

Três anos após o seu lançamento, Darksiders II apresenta-se na nova geração com a cara lavada, numa versão com todos os conteúdos lançados e algumas melhorias.

Darksiders II conta-nos a história de Death, um dos 4 cavaleiros do apocalipse que tenta limpar o cadastro do seu irmão War e salvar a humanidade. Para isso teremos de passar pelos locais mais sombrios dos reinos dos céus, terra e inferno em busca da Tree of Life. No geral, falta sal à história, mas responde a muitas perguntas deixadas pelo primeiro jogos.

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O combate é do melhor que o Hack n’ slash nos tem para oferecer. Inspirado por God of War e com elementos RPG, o combate é fluído e a suavidade de como nos esquivamos torna a tarefa de dizimar hordas de inimigos bem mais divertida. Usamos as armas de marca da morte, as foices, que são usadas para os ataques básicos, e para ataques secundários podemos usar desde machados gigantes e lentos até garras extremamente ágeis. Podemos fazer combos com as diferentes armas e por vezes acabando o inimigo com um finisher brutal. As armas podem ser customizadas, alterando stats e dando habilidade, como por exemplo recuperar X de saúde cada vez que batemos num adversário. Também podemos equipar armadura, e todas as alterações feitas serão visíveis no nosso personagem. O equipamento pode ser encontrado nos vendedores e pode cair dos inimigos que matamos. É um dos pontos fortes do jogo, o sistema de loot aleatório que faz com que continuemos a farmar em busca da arma perfeita.

Ao matar inimigos e completar quests, seremos recompensados com experiência. Ao subir de nível ganhamos um Skill Point para comprar ou actualizar habilidades. Essas habilidades estão divididas em duas categorias: Harbinger e Necromancer. Harbinger tem habilidades mais focadas em Death e no seu ataque, Necromancer é mais para quem quiser passar despercebido, e invocar criaturas para distrair e atacar inimigos.
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O jogo é belo, mesmo nas zonas mais sombrias e deprimentes. Os traços de Joe Madureira são inconfundíveis e dão um toque único à série. Temos enormes áreas abertas que podemos explorar com a ajuda do nosso cavalo, procurando por tesouros escondidos e dungeons com bosses opcionais. As dungeons são à base de puzzles e no final têm sempre um boss. Estas dungeons são claramente inspiradas por The legend of zelda. Os puzzles apesar de não serem muito complicados, por vezes não são tão óbvios quanto isso e ainda nos fazem andar um bocado às voltas e os bosses são sempre divertidos de combater, alguns deles sendo bem desafiantes. Na versão original do jogo, uma das maiores queixas por parte dos jogares foi a quantidade enorme de glitches que interferiam com o progresso no jogo, coisa que nesta versão já não é tão problemática, mas agora temos que lidar com glitches no som aqui e ali.

Se quiserem fazer uma pausa na história principal, podem sempre tentar completar as quests opcionais ou então entrar no The Crucible, uma arena com 100 vagas de inimigos e com alguns bosses pelo meio que oferecem um óptimo desafio.

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Nesta versão os gráficos foram polidos, texturas melhoradas e algumas modificações no design dos personagens, no geral tem um aspecto bem mais agradável. Para além das melhorias gráficas, alterações na distribuição do loot e pequenas melhorias na jogabilidade, Deathinitive edition traz também todos os DLCs lançados para o jogo: Argul’s Tomb, The Demon Lord Belial e The Abyssal Forge, que adicionam dungeons, bosses e equipamentos.

Se procuram um jogo de acção de grande qualidade, de certo que Darksiders 2: Deathinitive edition é uma óptima opção, pois mesmo sendo um jogo de 2012 ainda é dos melhores hack n’ slashes que podem encontrar nas consolas de nova geração. O sistema de evolução do personagem e a longa campanha de mais de 20 horas vai deixar o jogador colado por algum tempo, se isto não chegar, podem sempre recomeçar o jogo com o New Game +. Para quem já o jogou, não acrescenta nada de novo. É o jogo que já conhecem um um visual ligeiramente melhorado. A inclusão do primeiro título e um photo mode teriam sido extras muito bem vindos e de certo um factor decisivo para a compra desta remasterização.

Uma remasterização com os dois jogos da série teria feito mais sentido.

Para além dos bugs de som, esta conversão apresenta algumas falhas. Na versão PC existe um erro enorme que se tiverem as sombras ao máximo, o jogo fica encravado no loading, mas basta baixarem as sombras um nível e o jogo corre às mil maravilhas. No caso das consolas, a Nordic Games não conseguiu optimizar o jogo de forma a correr a 60 frames constantes, por isso resolveram bloquear o jogo a 30 FPS. Uma pena, pois uma das melhorias dos remasters nas consolas de nova geração é o aumento de fotogramas por segundo que enriquece um pouco a experiência de jogo.

 

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