13 Nov 2018
PS4

Análise Dakar 18

De Portugal aos desertos da América do Sul.

Dakar 2018 é um jogo baseado no Rali-Dakar, a mítica prova que põe à prova máquina e piloto. Quem não se lembra da passagem desta mítica prova em Lisboa em 2006? Ou dos inúmeros pilotos que se perdiam na Mauritânia? Ou até mesmo da vitória do Porsche 953? Pois é, esta mítica prova já viu melhores anos, mas e o que é que isto tem a haver com a análise? Infelizmente pouca coisa, são apenas memórias de alguém que sempre seguiu a prova com entusiasmo.

No passado dia 28 de setembro a produtora portuguesa, Bigmoon Entertainment, trouxe a público o até então aguardado Dakar 2018. Desde o início que ficou bem explícito que o jogo não iria ser um simulador de condução, mas sim um simulador da prova com muito por onde explorar e muitas dificuldades à mistura.

O jogo começa bem, dando um tutorial que não deixa dúvidas nenhumas de onde nos estamos a meter. Este explica o complexo roadbook, as regras do evento, mecânicas de condução, reparações, etc… mas nada nos prepara para uma prova tão intensa como a que temos pela frente.

Na altura de escolhermos a nossa máquina, temos cinco categorias de veículos em que nos podemos aventurar:

  • Carros
  • Motocíclos
  • Camiões
  • Quadricíclos
  • SxS (Polaris).

O jogo está repleto de surpresas que o levam a ser o pioneiro neste género, desde um vasto mundo aberto, à variação do clima e do terreno, fazendo com que tenhamos de pensar como iremos abordar as diferentes situações. Mas nem tudo o que é bom se safa do mal, a condução ainda tem muito trabalho pela frente, as opções de personalização de controlos são algo que escassas e ter uma condução cuidada utilizando técnicas para evitar catástrofes é algo quase impossível.

Tirando este “pequeno grande” fator o jogo é uma maravilha.

Não é apenas mais um jogo em que podemos andar sempre flat out. É um jogo que nos leva a ter mais calma e nos leva a seguir as regras à risca para conseguirmos terminar as etapas sem tempo adicional. É óbvio que uma reparação ou outra não irá fazer grande diferença, visto que as reparações mais leves apenas adicionam três minutos ao nosso tempo, mas se tiverem a mesma sorte que eu tive e mandarem o carro para a sucata à saída de um salto digno de um casting para os Três Duques, irão ter que vinte minutos de penalização por terem reiniciado desde o último checkpoint.

É um sabor amargo, depois de 200km de etapa.

O ponto alto desta experiência foi mesmo o detalhe de termos de sair do veículo para diversas tarefas. Pensavam que era só clicar num botão e ficava resolvido? Nada disso. Temos de sair do veículo e escavar caso fiquemos presos ou até mesmo para rebocar outro participante. Esta parte foi simplesmente divinal, nomeadamente a parte em que fui atropelado pela pessoa que tinha acabado de ajudar a rebocar o carro, ficando excluído da prova.

Mas nem tudo tem de ser correr no meio do deserto e andar de coração apertado com medo que surjam problemas. O jogo tem também disponível um modo multijogador e caça ao tesouro. Porque não descansar do stress de uma longa etapa indo à procura de tesouros nos vários locais por onde o Dakar passa?

No geral Dakar 2018 cumpre com as expectativas, mas devo confessar que ficou a saber a pouco. As etapas são demasiado grandes e como consequência perde-se a concentração facilmente. Existem também alguns bugs na navegação, mas nada do qual não se dê conta e em termos gráficos é um jogo que nos cativa com a sua capacidade de grandeza, embora o mundo ainda possa precisar de um pouco mais de ambiente.

Será demasiado cedo demais para estar ansioso para um próximo Dakar com estas arestas limadas?

 O Foxbyte quer agradecer ao leitor Marco Nascimento pela sua colaboração que trouxe a análise do Dakar 18 para todos.

Dakar 18
7 / 10 Pontuação
Rating7

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