Será que a longa espera foi compensada?

Vampyr foi um jogo muito aguardado pelos fãs do género e finalmente foi lançado no inicio deste mês. Será que a espera compensou?

Vampyr segue a história de Jonathan Reid, que após se deslocar a Londres para visitar a sua mãe, é mordido por um vampiro. Como se isto não bastasse, depois de se encontrar com a sua irmã, a sua sede de sangue falou mais alto e acaba por matar esta. Este acontecimento leva Dr. Reid a embarcar numa jornada para descobrir o culpado pela sua nova condição e para vingar a morte da sua irmã. Para tornar essa tarefa mais fácil, Jonathan começa a trabalhar num hospital continuando a sua investigação em transfusões de sangue, o disfarce perfeito para este recém-vampiro. Cabe ao jogador escolher o rumo desta história. Se escolherem ser pacifistas, ninguém precisa de morrer e por muita vezes o combate é opcional, mas se quiserem ser fortes terão de deixar os moralismos de parte e começar a morder pescoços. Um ponto interessante, é que cada acção que tomamos irá ter consequências e não conseguimos voltar atrás para resolver.

Os NPCs em Londres não são simples NPCs (tirando os inimigos aleatórios que aparecem nas ruas). Todos os personagens têm a sua história, a sua personalidade, os seus segredos e ligações entre si. Cada um tem a sua qualidade de sangue, e isso reflete-se na quantidade de experiência que nos dão caso se decida suga-lo. Quanto mais descobrirmos sobre o personagem, maior partido conseguimos tirar do seu sangue. O jogo passa-se em 1918, altura em que a febre espanhola rebentou em Londres, e isso reflete-se na saúde dos NPCs. Quando detectamos alguma condição, teremos que fabricar medicamentos para os ajudar. Quanto melhor for a sua condição física, maior qualidade terá o seu sangue. Ter NPCs saudáveis também faz com que as pessoas de determinado distrito sejam amigáveis connosco.

70% do jogo é vaguear por Londres, realizando tarefas para progredir na história ou simplesmente aumentar o nosso conhecimento sobre os personagens. Quanto mais soubermos sobre estes, mais opções de diálogo iremos desbloquear, e consequentemente adquirir mais experiência do sangue deles ou simplesmente fazer com que eles nos ajudem. O combate é pesado, e cada movimento que executamos tem que ser pensado. Existe um sistema de stamina, tanto para nós como para os inimigos. Temos sempre duas armas equipadas (ou apenas uma, caso seja uma arma pesada). Na mão principal encontra-se a arma que servirá para causar dano, na secundária, uma que causa menos dano mas que baixa bastante a stamina do inimigo. Quando o inimigo se encontra cansado, podemos sugar o sangue do mesmo para que consigamos usar as habilidades vampirescas.

Graficamente encontra-se datado, apesar de utilizar o Unreal Engine 4, mas não se pode pedir muito mais, pois trata-se de um título com um budget bastante reduzido, mas acaba por compensar na arte. A atmosfera do jogo é boa e o voice acting é excelente, mas existem algumas falhas no som, mas nada que não consiga ser corrigido.

No fim do dia, Vampyr acaba por ser um bom jogo dentro do seu género. Não consegue ser o sucessor espiritual de Vampire: The Masquerade – Bloodlines como prometia ser, mas acaba por ser um bom jogo sobre vampiros. Precisa de algumas melhorias de performance, principalmente nos loadings que são intermináveis, e precisava também de ter níveis de dificuldade. Quem apenas quer saber mais sobre a história e não se quer preocupar muito com o combate, pode ter muitos problemas no caminho de pacifista. Apesar da história e das interacções serem excelentes, nunca consegui ter longas sessões de jogo por me aborrecer com a jogabilidade  e o facto de ter que andar de um lado para o outro da cidade, sem qualquer tipo de fast travel.

7.0
Score

Bom
7

Final Verdict

Vampyr conta-nos uma bela história sobre Vampiros, mas que precisa de muitos melhoramentos como jogo. É um bom jogo mas que no fundo acaba por desiludir um pouco.