25 Set 2019
Switch

Análise – The Legend of Zelda: Link’s Awakening

Koholint como nunca a vimos.

Foi em 1993 que Link’s Awakening viu a luz do dia, no velhinho Game Boy. Foi um sucesso tremendo e 5 anos mais tarde, foi relançado no Game Boy Color com cores e uma nova masmorra. Link’s Awakening marcou de imediato por ser um novo jogo da série com a qualidade dos antecessores, mas numa consola portátil.

Mas esta aventura tem outras particularidades que o tornam único. Para começar, o objectivo principal não é salvar a Zelda! O jogo começa com uma cinemática em que Link está no meio de uma tempestade marítima e acaba por naufragar. De seguida acorda na Koholit Island, onde é encontrado por Marin, uma habitante dessa ilha. Apesar da mudança de ares, Koholit não foge muito do modelo de Hyrule: Castelo no centro, montanha, planície, deserto, zonas alagadas, basicamente, todos os biomas clássicos da série existem na ilha.

Como já referi, Link’s Awakening tem várias coisas que o diferem dos restantes jogos da série, e outro desses elementos são as salas em 2D que combinado com o poder que nos permite saltar, criam excelentes secções de plataformas, curtas, mas que são sempre uma lufada de ar fresco. Outro ponto interessante destas secções é que são habitadas por personagens de Super Mario, como Goombas e Piranha Plants.

The Legend of Zelda: Link’s Awakening é um Zelda à antiga, visto de cima, com indicações claras de onde temos de ir a seguir, mas com bastantes contratempos pelo caminho, que por vezes podem não ser tão claros quanto isso e temos que tomar muita, mas muita atenção aos pormenores do jogo para conseguirmos progredir. Tirando esse facto, este foi provavelmente o TLOZ mais fácil que peguei. Não existem grandes ameaças pelo mapa e o jogo está-nos constantemente a oferecer ajudas, e os bosses são extremamente simples, com designs e ideias excelentes, mas bastante simples de derrotar. Compreendo que em 1993 e devido às limitações da consola não podiam ser de outra forma, mas aqui podiam ter aumentado a complexidade das batalhas. Para os mais corajosos, existe sempre o Hero Mode como já se tornou habitual na série.

Mais uma vez a Nintendo fez um excelente trabalho a refazer um jogo para a nova geração. As texturas estão excelentes mas sem nunca perder a identidade do original, e levei o jogo todo com uma sensação de Deja Vu. A banda sonora apesar de conter música que ouvimos jogo após jogo, têm um novo arranjo musical e verdade seja dita, nunca nos cansamos destas já clássicas melodias.

Na consola original apenas tínhamos os botões A e B, e esta nova versão aproveita para adaptar a jogabilidade aos tempos modernos. Agora podemos utilizar a espada, escudo e botas ao mesmo tempo, e as restantes habilidades e itens são mapeados nos botões Y e X a belo prazer do jogador. Deixa de ser tão frustrante e permite que se consiga fazer combinações de habilidades que eram impossíveis nas versões originais. Foram adicionados também frascos ao jogo. Hoje em dia é algo normal em Zelda, mas no original Link’s Awakening, não era possível guardar fadas. Os mini-jogos também foram refeitos assim como os prémios que se podem ganhar, incluindo mais corações (passamos a ter no máximo 20 em vez de 14) e estatuetas para decorar alguns edifícios da vila principal.

A grande adição é o modo para criar dungeons. Aqui podemos criar e partilhar as nossas próprias masmorras, mas não esperem um “Zelda Maker“, pois este modo apenas nos permite colocar salas pré-feitas na ordem que quisermos. Estas salas são desbloqueadas à medida que vamos progredindo na história, e existem algumas que são desbloqueadas com amiibos. É bom que o jogo tenha conteúdo novo, mas não me parece que venha a ser um dos pontos venda deste pacote.

Enquanto esperamos pela sequela de Breath of the Wild, The Legend of Zelda: Link’s Awakening é um excelente aperitivo para matar a fome. Fiel ao original mas com cara lavada, vai dar umas boas horas aos fãs da série.

The Legend of Zelda: Link's Awakening
8 / 10 Pontuação
Resumo
Fiel ao original mas de cara lavada, Link's Awakening é mais uma excelente adição ao catálogo da Switch. Alguns elementos da jogabilidade foram melhorados, o que faz com que o jogo seja ainda mais fácil, mas existe sempre o Hero Mode. Talvez o ponto mais fraco do jogo seja o seu preço, porque apesar de tudo, trata-se de um remake de um jogo do Game Boy.
Rating8

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