25 Ago 2018
PS4

Análise – The Inpatient

Prequela VR para Until Dawn.

Sem dúvida que Until Dawn é um dos jogos de terror mais aclamados desta geração. Com o lançamento do Playstation VR, foi lançado também um Spin Off de Until Dawn com o subtítulo: Rush of Blood que na minha opinião é um dos melhores jogos para o periférico de realidade virtual da Sony, apesar de ser bastante curto. Aproveitando essa tecnologia, a Supermassive Games traz-nos este The Inpatient, que se trata de uma prequela canónica de Until Dawn.

Passa-se durante os anos 50, aproximadamente 60 anos antes de Until Dawn, e assumimos o papel de um paciente em Blackwood Sanatorium que sofre de amnésia. Antes de começar a experiência, temos a opção de escolher o sexo e cor de pele, para nos sentirmos mais na pele do personagem. Começamos como na maioria dos jogos VR: sentados e presos a uma cadeira tentando perceber o que se está a passar à nossa volta. Tal como o seu antecessor, teremos que dar respostas que terão consequências mais tarde, mas a parte engraçada é que podemos utilizar o reconhecimento de voz da consola para o fazer, em vez de olhar para a resposta e carregar X. Este sistema de reconhecimento de voz funciona bastante bem, e 98% das vezes o jogo assumiu a minha resposta à primeira. É algo bastante simples mas que ajuda um pouco a “ficar dentro do jogo”.

Ao fim de algum tempo podemos começar a andar livremente pelas pequenas áreas a que nos confinam, a explorar os cantos em busca de alguns objectos ou elementos que nos ajudem a recuperar memórias e ajudar então a perceber melhor a história. São quase todos opcionais que funcionam como coleccionáveis mas bastante úteis. Infelizmente, os movimentos do nosso personagem são muito pesados, e podia ter sido muito melhor trabalhado. Não ponho defeitos na forma como olhamos para o cenário, pois está ao nível de Rush of Blood, e até dá para ver o corpo do nosso personagem a balançar para a frente quando o fazemos fisicamente, mas o movimento é que é totalmente feito pelo comando. Recentemente joguei Doom VFR onde podemos rodar o personagem com o movimento do nosso corpo, levantar e agachar , mas aqui é impossível e temos mesmo que utilizar o analógico esquerdo para o fazer. Os movimentos são muito pesados e nada fluídos, mas não existe nada onde temos que ter “Skill“, por isso não afecta a jogabilidade. Um ponto interessante é termos uma opção para regular como queremos que a câmara se comporte. Podemos fazer com que ela rode livremente ou de 30 ou 40º de cada vez, isto vai fazer com que os “enjoos” não nos efectem tanto.

The Inpatient é uma experiência com pouco mais de 2 horas. A primeira hora apesar de não ser muito empolgante, consegue ser bastante interessante por estarmos a descobrir o que se está a passar. Mais para o fim torna-se no típico “andar de um lado para o outro”, e sem qualquer factor medo presente. Não me assustei em nenhuma parte do jogo, algo que era constante em Rush of Blood.

Contudo, The Inpatient é uma boa experiência VR, mas deixa aquele sentimento de que poderia ser muito melhor. A história é boa mas um pouco mais de acção não teria feito mal nenhum, mas o maior defeito é mesmo a forma como movimentamos o personagem. A Supermassive Games é mestre em experiências em que estamos sentados, mas de pé ainda têm muito que aprender.

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