Voltamos a Skyrim desta vez na Nintendo.

Sabemos que o tempo voa quando olhamos para trás e reparamos que Skyrim já tem 6 anos. Mais de meia década desde que este Dragonborn entrou na vida de grande parte dos jogadores.

Durante esse tempo, muitos bugs foram corrigidos, vários DLC’s foram adicionados e até já foi lançada uma remasterização do jogo em finais do ano passado. Mas não acaba por aqui, Skyrim terá ainda uma versão VR, mas por enquanto vamos-nos focar na única versão me despertou o interesse: a da Nintendo Switch.

Para quem nunca jogou Skyrim, pode contar com uma extensa campanha que acaba por ser uma fracção do tempo que irão investir no jogo, pois existem centenas de outras coisas para fazer que não têm nada a ver directamente com a história principal. Em Skyrim somos um suposto bandido que como tantos outros, estão a caminho da sua execução até que por nossa sorte e azar de outros, um dragão decide atacar a zona onde nos encontramos, levando o herói a embarcar numa jornada para salvar esta gelada região de Tamriel. Pelo caminho descobrimos que somos um Dovahkiin, o último dos “Dragonborns“, indivíduo com a habilidade de absorver dragões e usar os seus poderes em batalha. Isto dá-nos a interessante mecânica dos gritos, como o icônico “Fus Ro Dah” que permite projectar os inimigos com a voz.

Skyrim é um RPG de acção com elementos baseados nos clássicos RPG’s de tabuleiro. A liberdade na forma como evoluímos o personagem é um dos pontos fortes do sistema. Podemos equipar o personagem como nos bem entender. Podemos jogar com o clássicos escudo e espada ou fazer uma mistura de escudo com magia, fica ao vosso critério. A magia de Skyrim não está na sua campanha principal mas sim nas missões secundárias. A meio da aventura podemos embarcar numa jornada pelo colégio de Winterhold para nos tornarmos num mago, escolher facções, escolha essas que pode influenciar muita coisa em Skyrim, ou simplesmente explorar zonas e masmorras que achemos interessantes.

Sendo a Nintendo Switch uma consola tão versátil, existem algumas novidades relativamente a esta versão, e uma delas é o facto de conseguirmos jogar com controlos de movimento. O Joy-Con esquerdo controla a esquerda do personagem, o direito controla a direita, simples. É engraçado defender e atacar com os controlos de movimento, assim como utilizar o arco como estivéssemos com um verdadeiro nas mãos, mas os controlos nem sempre funcionam como os mandamos (ou simplesmente sou um nabo) e continuo a preferir os clássicos controlos. Algo que me chateia bastante em Skyrim e que já vem desde a sua primeira versão, é o pobre mapeamento de botões. Saltar no X ainda me consigo habituar pois vi-me obrigado a o fazer com Breath of The Wild, mas abrir o menu no B é completamente inadmissível, mas felizmente podemos simplesmente ir às opções e alterar os botões como bem quisermos. Os amiibos não foram esquecidos e podemos utiliza-los a todos para nos darem baús com recompensas. Os amiibos que tenham ligação a The Legend of Zelda, têm uma chance de nos darem equipamentos baseados na mítica série da Nintendo, incluíndo os icônicos Hylian Shield e Master Sword. Tal como em Breath of the Wild, só podemos usar cada amiibo uma vez por dia.

A grande pergunta aqui é a que se tem vindo a fazer cada vez que sai um port para a consola: o que foi sacrificado? Há uns meses disse que achava que Skyrim na Switch iria ser o jogo que iria convencer outras produtoras a começarem a portar os seus jogos para a Nintendo e espero que essas mesmo estejam a tirar notas pois Skyrim comporta-se de forma exemplar na Switch. De facto é um jogo de 2011 mas mesmo assim, tem um aspecto fantástico. Foram retirados pequenos pormenores ao ambiente do jogo, como uns arbustos aqui e ali, algum nevoeiro e pequenas animações, mas não se preocupem pois o fantástico ambiente do jogo continua presente e tão envolvente como antes. As cores parecem-me mais vivas no modo portátil e o ecrã da Switch embeleza ainda mais o jogo. Conseguiram optimizar o jogo de tal forma que este vasto mundo na pequena consola da Nintendo corre a 720p e nuns estáveis 30fps. O jogo é tão fluído que dei por mim parado a contemplar um pequeno riacho durante vários minutos. No modo TV o jogo comporta-se da mesma forma, mas nota-se mais as imperfeições devido ao tamanho do ecrã.

Em suma, Skyrim na Switch é uma oportunidade de ouro para quem nunca o experimentou. Para além de ter 6 anos de correcções em cima e todos os DLC’s que foram lançados, existe sempre a questão da portabilidade, fazendo com que um dos RPG’s mais falados dos últimos anos se torne totalmente portátil.