28 Mar 2020
Análises

Análise – Pokkén Tournament

O tão aguardado spin-off da série Pokémon chega à Nintendo Wii U. Será este o Fighter que tanto esperávamos?

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Não foi com admiração que recebemos a notícia de que estava na calha um jogo de luta com base nas criaturas que nos acompanham desde meados dos anos noventa. Aliás, são muitos os fãs que desde os primórdios de Pokémon Stadium anseiam por um jogo 3D que nos permita controlar os Pokémon nos mais frenéticos combates. Passados todos estes anos, a Bandai Namco, juntamente com a Nintendo, trouxeram-nos Pokkén Tournament, um jogo de luta com um sabor bastante familiar (não houvesse uma pitada de Tekken na receita), e que vem dar uma nova perspectiva à combinação, até agora vencedora, que aufere a Pokémon um lugar de destaque na indústria.

Mal começamos a nossa “aventura” em Pokkén Tournament somos introduzidos à região de Ferrum, que está subdividida em várias zonas. Cada uma destas zonas representa um modo de jogo, como o Singleplayer, o Multiplayer e o Practice. Nia, a nossa guia de aventuras, serve o papel básico mas necessário de nos introduzir a todos os conceitos que estarão presentes durante Pokkén Tournament.

 

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Relativamente aos combates em si, podemos destacar dois momentos fundamentais que se distinguem bem um do outro. Temos o fase de combate, mais próximo e assertivo, com ataques de curto alcance, quase que numa perspectiva lateral. Depois temos a fase de combate de campo, com um perspectiva mais tridimensional e ampla, ideal par ataques de longo alcance. É fulcral, para quem quer dominar o jogo, entender a mudança de fase com uma visão mais estratégica, uma vez que só assim se pode compreender completamente Pokkén Tournament. No que toca ao leque de lutadores disponíveis, somos bombardeados com um misto de caras novas e conhecidas, perfazendo um total de 16 lutadores (sendo que a Nintendo já prometeu lançar mais personagens num futuro próximo). Desde o clássico Pikachu até à sua versão Pikachu Libre, passando pelo já icónico Lucario, as personagens foram pensadas para dar alguma variedade ao estilo de luta do jogo, mas também para abranger os recém-festejados vinte anos da franquia.

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Cada Pokémon tenta ser uma representação exímia e, por isso, ficamos gratos. Os ataques fazem jus ao que até agora conhecemos do anime e dos videojogos, e é com esta representação fiel que este Spin-Off ganha um lugarzinho especial no nosso coração. Durante as lutas estaremos sempre acompanhados por dois Pokémon de suporte, que poderemos chamar uma vez que o indicador esteja completamente cheio. Existe também um indicador referente à mega-evolução ou, caso o Pokémon não tenha mega-evolução, a um estado de sobretensão em que o Pokémon fica capaz de fazer mais dano e, até, realizar um “mega-ataque” denominado Synergy Burst. É, ainda, importante destacar que na vertente mais próxima do combate, somos expostos a um ciclo vicioso de movimentos. Os arremessos são contrariados pelos ataques normais, que por sua vez são defendidos pelos counters e estes, obviamente, contrariados pelos arremessos.

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Visualmente, o jogo deslumbra. Os cenários são muito detalhados e, acima de tudo, recriam na perfeição o universo Pokémon. Os modelos das personagens também não ficam atrás, estando estas, quiçá, com a melhor representação até agora lançada num videojogo. Sonoramente, e como até agora temos vindo a ser habituados, o jogo não desaponta. Se há imagem de marca que as trilhas da franquia nos deixam, é que conseguem adequar o ritmo à intensidade de combate. Essa característica também aqui está presente.

No Singleplayer vamos progredindo de liga em liga, o que já não é novo para quem conhece a franquia, mas torna-se adequado, sendo óbvia a diferença de dificuldade à medida que o jogo avança. Existem mil e uma coisas a aprender para dominar este jogo, quer para as ligas cimeiras quer para o modo Online. Recomendamos vivamente que passem algum tempo no Practice.

Relativamente ao modo Online, este está dividido em dois modos. Os jogos por Ranking e os jogos com amigos. Para nossa alegria, o matchemaking mostrou-se bem eficaz e rápido, apesar dos servidores ainda não estarem debaixo de carga intensa. Para jogar com amigos é um jogo divertido, capaz de entreter durante longas horas e com uma curva de aprendizagem que permite ser jogado, mas não dominado facilmente.

Apesar do jogo não ser fácil de dominar, sobretudo para principiantes do género, acaba por se destacar de uma forma natural, considerando os dois universos dos quais proveio.

O jogo chega às parteleiras das lojas nacionais dia 18 de Março. Vais deixa-lo escapar?

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