02 Set 2018
PS4

Análise – Parappa the Rapper Remastered

O bailarico do cão liricista está de volta, e promete não trazer nada de novo.

Sendo que as remasterizações e os remakes são o pão nosso de cada dia no mundo dos video jogos, admito que esta versão de Parappa the Rapper não me chamou muito à atenção, chegando até a passar bem despercebida. E para vos dizer a verdade, não vejo o porque de remasterizarem o primeiro título sem incluírem o segundo ou até o spin-off Um Jammer Lammy. No entanto, estamos aqui para falar de um título clássico que revolucionou o género de dança/musical.

Quase 20 anos depois do lançamento de Parappa the Rapper na Playstation, a Sony decidiu lançar o mesmo jogo com o mesmo conteúdo mudando apenas a qualidade das texturas e arte no geral. Tudo o resto mantém-se intocável, e até os vídeos estão na mesma resolução e qualidade que o original.

A história é do mais simples que existe e resume-se a Parappa, um cão rapper, tentar ganhar o coração de Sunny Funny. Ao longo da aventura o nosso protagonista tem de aprender artes marciais, aprender a conduzir, fazer bolos, etc. Tudo isto ao ritmo dos seus tutores dos quais ele tem de seguir passo a passo, sob um ritmo funk como só os anos 90 nos conseguiam trazer.

Durante 6 curtos níveis temos de seguir o ritmo da música e os passos dos nossos tutores de modo a  acertar nas teclas que nos são mostradas numa sinusóide, sempre no tempo certo. Parece simples demais e na teoria até que é. No entanto, a execução é horrível e devia de ter sido rectificada no passado, coisa que não foi nesta nova edição. O jogo provoca um delay entre o tempo que carregamos nas teclas e o tempo que o jogo as assume dentro da música, e isso põe-nos sempre fora de tempo. Para termos sucesso durante o nível, temos de clicar milésimas de segundo antes da cabeça de Parappa passar sobre a tecla que precisamos clicar. Nos primeiros níveis até que nos habituamos bem, mas a partir do quarto a tarefa parece impossível, pois surgem maiores combinações e menos tempo para as executar.

O sistema de pontuação varia entre Awful, Bad, Good and Cool. Para chegarmos a Cool precisamos de aproveitar os espaços em branco e clicar em teclas aleatórias dentro do ritmo da música para ganhar pontuação extra, no entanto e como já tinha referido, de pouco nos serve porque o jogo impossibilita-nos de estar dentro do ritmo da música devido ao delay das teclas.

Para além do modo de história, podemos escolher níveis e passá-los de novo em outras dificuldades sempre que quisermos, desde desbloqueados previamente. Podemos também jogar em modo 4:3 ou 16:9 conforme a optimização da nossa televisão, gravar os nossos melhores momentos e praticá-los.

Eu quero acreditar que sou eu o azelha e que simplesmente não me dou bem com o jogo.Ainda assim, sendo que demoramos em torno de 5 minutos por nível, mesmo que tenhamos sorte a acertar no ritmo, este acaba por ser um jogo com menos de uma hora. Mesmo para os padrões daquela altura, é inadmissível pagar tanto por um jogo tão curto. A Sony devia de ter remasterizado e incluído o segundo título e Um Jammer Lammy, transformando assim uma remasterização numa colecção, e aí sim, seria justo comprar. No entanto, esperem que saia grátis no Plus, não perdem nada com isso.

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