19 Ago 2018
Wii U

Análise – Paper Mario Color Splash

O que seria uma consola caseira da Nintendo sem um Paper Mario?

Existem tantos jogos em nome próprio do “bigodes” mais famoso dos videojogos que já perdemos o fio à meada há muitos anos. Isto sem contar com os inúmeros spin-offs e participações especiais/cameo em outros jogos.

Costuma-se dizer que quantidade não reflecte qualidade, mas no caso de Super Mario, ambas andam de braços dados desde o seu tempo dos 8 bit. E não se pode negar a imensa qualidade de todos os títulos que sofreram mudanças de geração para geração, adaptando-se às exigências de mercado da altura como verdadeiros tiros no escuro, onde a Nintendo acertava quase sempre no centro do alvo. Um desses títulos que virou série,  e que apesar de estar longe de ser um fracasso de vendas ou até de matéria “videojogável”, é Paper Mario.

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Paper Mario tem as suas origens na Nintendo 64, e desde então a Nintendo soube ver o seu potencial. Cada consola caseira teve sempre o seu título dedicado, onde tanto a qualidade como o conteúdo foram aumentando gradualmente, nunca descurando da sua identidade. Mais recentemente, Paper Mario recebeu a sua estreia nas portáteis da Nintendo, na 3DS,  o que continuou sendo um sucesso. Não tão grande como títulos anteriores da saga do canalizador preferido de todos nós, mas é bom saber que a Nintendo deposita confiança numa série que ainda é original nos dias de hoje e cuja fórmula começou a ser estruturada já no final de vida da Super Nintendo.

Paper Mario Color Splash para a Wii U, é o primeiro título desta consola caseira e, esperando estar bem enganado, será o último, pois avizinha-se a NX em poucos meses.

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Em Paper Mario Color Splash, partimos à aventura para Port Prisma depois de descobrir que um dos nossos amigos Toad foi sugado de toda a sua tinta, ficando assim sem vida. Ao chegar, Mario, Peach e um dos amigos Toad conhecem um balde de tinta de nome Huey que lhes diz que a ilha deve a sua vida a 6 estrelas de tinta. Cedo descobrem que tanto a ilha como os seus habitantes foram sugados da sua vida/tinta e descobrem que as 6 estrelas estão desaparecidas. Cabe a Mario recuperá-las enquanto vai salvando a vida de todos os habitantes com os seus jactos de tinta.

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O estilo de jogo mantém-se intocável desde as suas origens (exceptuando Super Paper Mario de Wii que fugiu à regra sendo um platformer), mas a sua evolução tem sido notória não só em termos gráficos e sonoros mas também no modo de combate e até na história. O grafismo está soberbo, onde as animações “cartoonescas” 2D conjugadas com o 3D cada vez mais polido faz com que o ambiente de papel se realce ainda mais de jogo para jogo. No que toca à história, tudo bem que nós já sabemos quem está por detrás desta trama, mas temos de admitir que por mais cliché que uma história do Super Mario possa parecer e ser, prende-nos do início ao fim. A Nintendo tem-nos oferecido muito mais conteúdo de jogo para jogo e não sei até que ponto Paper Mario não será um título open-world num jogo futuro.

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Em termos de gameplay, o jogo também mantém a sua forma tradicional de exploração de cenários e lutas por turnos estilo de RPG. Nesta matéria, Paper Mario deve parte da sua mística a Super Mario RPG ainda para a Super Nintendo já na sua fase final de vida, onde foi buscar inspiração para o modo de luta e exploração. Mas como cada jogo apresenta uma novidade, aqui podemos fazer uso de tinta para pintar cartas com poderes que usamos nos ataques e torná-las ainda mais fortes perante os inimigos. Apesar do combate ser demorado e termos todo o tempo para escolher os nossos ataques através das cartas e tintas, quando partimos para a investida, temos de ter reflexos rápidos para aumentar o número de ataques, e na defesa, decorar o momento certo para nos defendermos dos nossos inimigos.

paper-mario-1A longevidade deste jogo, na minha opinião é o maior trunfo e posso dizer que é enorme. O jogo é repartido por um mapa vasto com diversas zonas que vão desde florestas, praias, planícies, castelos, etc. Em cada zona do mapa temos uma percentagem de tinta para recuperar de forma a dar vida à ilha e durante o percurso vamos adquirindo tinta de quase toda a parte. No entanto, iremos gastar muito mais do que aquilo que iremos encontrar, portanto, poupem-na ao máximo.

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O jogo é muito simples, óptimo para a criançada que já dá uns toques no inglês, e não é nada difícil. Requer apenas um pouco de estratégia, e mesmo que falhemos em determinada altura, podemos repetir vezes sem conta. Está aqui um jogo Nintendo, para toda a família e como manda a lei.

 

 

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