2018 é o ano do PS VR.

Moss apanhou-me de supresa. O que pensei que fosse apenas mais um jogo para o Playstation VR, acabou por ser uma das minhas aventuras preferidas deste periférico.

Neste jogo assumimos o papel de “Reader“, que tal como o nome indica, estamos numa biblioteca a folhear um livro que contem a fábula de Quill, uma pequena rata que habita numa pequena vila. Ao encontrar uma pedra azul, ganha o previlégio que conseguir ser controlada por nós. A acção é vista na perspectiva do nosso personagem, que se mantém fixo num ponto de cada um dos ecrãs. Não se trata de um jogo onde andamos livremente pelo cenário. Basicamente, tratam-se de diversos cenários onde guiamos Quill até ao próximo. Quill tem uma pequena espada que lhe permite cortar vegetação e inimigos, mas também consegue saltar e trepar obstáculos. Como Reader, conseguimos mover elementos que contenham runas azuis. Podem ser plataformas que estejam no caminho de Quill e podemos até controlar inimigos para activarem mecanismos. Tanto o combate como os puzzles têm uma dificuldade média. Não são difíceis ao ponto de frustrar, mas existem alturas que temos de pensar mais um pouco.

No geral, a jogabilidade é bastante divertida e simples e adorei cada momento, mas o ponto mais alto do jogo é o seu ambiente, pelo menos em zonas abertas. Perdi algum tempo nos primeiros minutos de jogo a deslumbrar com o ambiente que me rodeava. À volta do cenário conseguimos ver vestígios de outras civilizações, como armas e armaduras Vikings espalhadas como se fossem estruturas para Quill trepar. Também fiquei pasmado a olhar para um grupo de corsas que estava simplesmente a fazer a sua vida no fundo do cenário. São estes pequenos detalhes que daqui por uns anos me farão lembrar de Moss.

Infelizmente nem tudo corre bem para este jogo, e o maior problema é o mesmo problema que todos os jogos de VR têm: a duração. O jogo é fantástico mas é bastante curto. Uma manhã ou tarde é suficiente para terminar o jogo, mesmo que andemos à procura de todos os segredos. Para além de ir do ponto A ao ponto B, temos alguns pergaminhos para apanhar mas estão quase todos à vista e não se perde muito tempo a arranjar forma de os apanhar. Os controlos são simples e é raro falharem. Quill é controlada com o analógico esquerdo e só tem mais um botão para atacar e outro para saltar, enquanto para controlar o nosso personagem temos que apontar com o led do Dualshock 4 e utilizar qualquer um dos gatilhos para executar a acção. É fácil conjugar a acção dos dois personagens mesmo em momentos de combate mais tensos.

Em suma, Moss é um dos melhores jogos para o Playstation VR mas sofre da doença que parece afectar praticamente todos os jogos do mesmo: a sua duração. Mesmo com alguns coleccionáveis o jogo não tem qualquer motivo para repetir, pois a história não é assim tão interessante quanto isso. É um jogo que deve ser desfrutado ao máximo na primeira volta.

8.0
Score

Pros

  • Fácil de jogar
  • Balanço perfeito na dificuldade
  • Ambiente fantástico

Cons

  • Duração
  • História desinteressante
Muito Bom

Final Verdict

Em suma, Moss é um dos melhores jogos para o Playstation VR mas sofre da doença que parece afectar praticamente todos os jogos do mesmo: a sua duração. Mesmo com alguns coleccionáveis o jogo não tem qualquer motivo para repetir, pois a história não é assim tão interessante quanto isso. É um jogo que deve ser desfrutado ao máximo na primeira volta.