Monster Hunter a pensar nos mais novos.

Vindo de uma série que se tornou tão popular nos últimos anos, é natural que comecem a surgir spin-offs. Monster Hunter Stories apresenta-se num tom mais descontraído que a série principal e mais focado num público mais jovem. Os conceitos de anime e colecção de monstros são a base do jogo. Será que se safa nessa matéria?

Alguns conceitos principais de monster hunter estão presentes, como completar missões, utilizar restos de criaturas que chacinamos e plantas que adquirimos para criar ou aumentar características do nosso arsenal e poções. Neste jogo somos um Rider, uma pessoa que através de uma pedra especial consegue fazer amizades com criaturas (numa espécie de síndrome de estocolmo, pois temos que raptar o seu ovo) e conseguir monta-las. Depois do ritual que nos torna num rider, são nos dada algumas missões e a partir daqui a história começa-se a desenrolar. Os clichés da animação Japonesa estão presentes, e não esperem por uma história que vos cative. Deixem essa motivação para a sensação de colecionismo e exploração que o jogo nos proporciona.

Monster Hunter Stories não se trata de um RPG de acção, mas sim de um RPG por turnos. Foi um jogo que antecipei bastante, mas que acabou por me desiludir um pouco pelo combate. Controlamos apenas o nosso personagem e existe sempre um dos nossos monstros a lutar a nosso lado, mas que é controlado pelo CPU. Temos 3 tipos de ataques base: Power, Speed e Tech, e cada um é forte e fraco contra um dos outros. Temos sempre que antecipar o que o nosso adversário vai fazer. Se conseguirmos ganhar o “clash” vezes suficientes, a nossa Kindship Stone evoluí e vai-nos permitir montar o monstro para que consigamos executar ataques mais poderosos. Existem também algumas habilidades e podemos usar itens em batalha, mas só os 10 que metemos na bolsa de batalha. Não que seja mau, mas achei o combate um pouco aleatório, pois o nosso monstro por vezes não toma a decisão mais acertada, comprometendo a batalha.

A navegação pelo mundo é fantástica. Existe montes de objectos para apanhar, o que é bastante satisfatório, e existem alguns elementos no mapa onde só podemos chegar se tivermos um monstro com determinada habilidade. Os inimigos aparecem no mapa e só quando chegamos perto deles é que se activam as batalhas. Parece que batalhas aleatórias são algo do passado, e cada vez mais se optam por este sistema. Um ponto interessante é que quando chocamos os ovos, o monstro vai ganhar estatisticas diferentes de acordo com o sitio do ovo onde tocamos. As habilidades dos monstros também podem ser personalizadas de diferentes formas por isso se adquirirmos um mostro repetido, podemos fazer com que ele seja completamente diferente do “original”.

Um dos aspectos que me fizeram ganhar um certo hype pelo jogo foi claramente o visual. A arte do jogo sempre me atraiu assim como os próprios gráficos dos personagens. O estilo anime aliado com o cel shading, criam um visual bastante apelativo, isto dá para reparar logo pela capa do jogo. Infelizmente existe um senão, e é a performance do jogo. Para além de por vezes a consola não conseguir carregar os modelos em tempo real, notei também muitas quebras de frames ao longo do jogo, inclusive em zonas pequenas como grutas e vilas.

Apesar do visual e combates diferentes, dá para notar que de facto se trata de um monster hunter. A sua essência está presente e é uma óptima introdução deste mundo aos mais novos. Apesar do combate um pouco estranho, Monster Hunter Stories é um bom jogo. O visual bastante apelativo, muitas criaturas para coleccionar e locais fantásticos para visitar, faz com que seja um JRPG para entreter por largas horas. A história realmente não é nada de especial, mas de Pokémon também não e é a série de vídeojogos mais popular dentro do género. Existe um Anime de Monster Hunter Stories que podem ver no canal de youtube da Nintendo.