16 Abr 2019
PS4

Análise – Metro: Exodus

A série Metro está de volta com o terceiro capítulo da série: Metro: Exodus. Na pele de Artyom, teremos que atravessar cenários devastados e inimigos desfigurados pela guerra, garantido a nossa sobrevivência e daqueles que estão sobre a nossa alçada. Venham conhecer a nossa opinião de um dos melhores FPS do ano.

Dos túneis para o mundo aberto

Em Metro: Exodus, continuamos a nossa aventura logo depois dos acontecimentos de Last Light. Para quem não jogou os anteriores, existem cutscenes e várias informações ao longo do jogo que nos ajudem a ter contexto em relação aos eventos anteriores. Artyom, um sobrevivente da Guerra Nuclear que deixou a Terra devastada da sua beleza e recheada de mutantes, procura a sobrevivência da sua equipa.

Nos jogos anteriores, grande parte do tempo era passado nos sistemas de Metro de Moscovo, onde os humanos começaram a conseguir cultivar alguns alimentos e a garantir assim a sua sobrevivência, longe da luz do dia.

Metro Exodus

Agora, tudo muda. Os cenários não são tão sombrios como os escuros túneis dos títulos anteriores, mas são sim equilibrados entre túneis e um vasto mundo aberto com visuais de topo. Claramente um levar ao limite da nossa geração de consolas e PC.

Sobrevivência e terror com RPG

Metro: Exodus é um shooter passado na primeira-pessoa com um foco na sobrevivência. As munições são poucas, os inimigos são muitos (e fortes) e será através da construção de novas armas e upgrades que encontraremos força para enfrentar a wasteland.

Não se tratando de um shooter linear, temos também uma componente RPG como a já referida criação de armas através de recursos encontrados seja no cenário, seja nos corpos dos nossos inimigos.

No que toca à sobrevivência, vamos ter que criar pacotes de vida, usar máscaras de gás quando em zonas contaminadas e claro, carregar a nossa luz. Não queiram ficar sem luz.

Metro Exodus

A jogabilidade em si vai variando entre momentos mais parados focados na exploração como de repente estamos a atravessar corredores aos tiros sem olhar para trás. Estes momentos são bem divididos e proporcionam-nos momentos para respirar quando os mais procuramos.

Visualmente, uma obra-prima

A 4A Games fez um excelente trabalho nos visuais do jogo. Temos cenários que parecem autênticos postais e vão dar por vocês muitas vezes a pararem para admirar o apocalipse que vos rodeia, ou quem sabe, até tirarem algumas fotografias graças ao photo mode.

Metro Exodus

Por já estarmos a chegar ao limite da geração, quem for jogar nas consolas pode sentir alguns problemas na performance do jogo com loadings muito grandes e que por vezes cortam na imersão que o jogo procura sempre dar-nos.

Uma das grandes pérolas é também o sistema de meteorologia dinâmico – algo que traz um realismo brutal aos vídeo-jogos (estou a olhar para ti Red Dead Redemption 2). Em Metro: Exodus, a atmosfera transforma-se quando menos esperamos e o mundo ganha novas cores – para o melhor e para o pior.

Não descuidando também a componente de áudio que está a um nível muito elevado também. A banda sonora é das melhores que temos e uma prova de como os vídeo-jogos estão cada vez ao nível se não melhores que muitos filmes.

Escolham os vossos combates

Nem sempre é sensato ir no um-para-um em todos os confrontos de Metro: Exodus, até porque grande parte dos inimigos são bem grandes e bem fortes. Por ser focado em sobrevivência, tem também uma componente muito forte de stealth. Seja para escapar a confrontos ou para apanharmos inimigos de surpresa.

Metro Exodus

O combate em si ainda leva umas horas até nos habituarmos aos controlos e às dinâmicas de combate ao nosso alcance. Por vezes torna-se frustrante o facto de termos tão poucas munições ou por as nossas armas precisarem de tanta manutenção. São muitos confrontos para tão poucos recursos.

Uma narrativa que nos segura até ao fim

A história é claro, um dos elementos mais fortes de Metro: Exodus e é o que nos agarra até ao fim. O nosso protagonista não fala mas a ligação que existe entre si e os restantes elementos do Aurora, a locomotiva que serve de casa ao grupo, é muito boa e faz com que todos os personagens consigam acrescentar um pouco de si à experiência. Eles não estão lá só por estar e no decorrer do ano que a história do jogo leva, vamos querer saber mais sobre cada um e como foi o desenrolar dos acontecimentos na sua vida neste período e antes de tudo acontecer.

Metro Exodus

Existem imensas cutscenes para contar uma história que está bem escrita e bem apresentada aos jogadores. Para além destes vídeos, os longos loadings que vamos ter antes dos níveis, também servem para nos contar o que se está a passar no mundo de Metro: Exodus.

Metro: Exodus consegue elevar a qualidade de uma série que por si só já era única e marcante no mundo dos vídeo-jogos. Excelentes visuais, banda sonora, jogabilidade e uma história muito boa, fazem com que seja uma excelente experiência single player para a actual geração de consolas e PC. Só peca em algum desequilíbrio nos combates e no demasiado tempo que estamos à espera para carregar os níveis.

De certeza que não será o último que vemos de Metro.

Metro: Exodus
9 / 10 Pontuação
Resumo
Metro: Exodus consegue elevar a qualidade de uma série que por si só já era única e marcante no mundo dos vídeo-jogos. Excelentes visuais, banda sonora, jogabilidade e uma história muito boa, fazem com que seja uma excelente experiência single player para a actual geração de consolas e PC. Só peca em algum desequilíbrio nos combates e no demasiado tempo que estamos à espera para carregar os níveis.
Rating9

Também te pode interessar