22 Out 2019
PS4

Análise – FIFA 20

Mais um ano, mais um título. Será que as mudanças são significativas?

FIFA é indiscutivelmente um dos jogos que mais vende. A história repete-se todos os anos, e mesmo com todas as queixas, continua a ser o rei dos jogos de desporto. Se estão fartos da fórmula e acham que o jogo sofreu uma mudança total, esqueçam e vão jogar o rival. Caso contrário, FIFA 20 tem alguns miminhos para vocês.

Confesso que jogo FIFA muito esporadicamente, mas acaba por ser como andar de bicicleta. Em relação ao ano passado, sinto que fiz muito melhor figura. Para começar, as velocidades dos jogadores foram ajustadas. Já não existe aquela frustração dos jogadores mais lentos começarem a correr como loucos e tirarem-nos a bola do nada. Outra coisa que eu sempre tive dificuldade na série, foi nos remates à baliza. Este ano temos uma barra de remate, para nos ajudar na eficiência do mesmo. Quanto mais perto do centro da barra estiver o cursor de remate, melhor e mais certeiro será o mesmo.

A maior novidade deste ano, é sem dúvida o Volta. O futebol de rua e de salão estão de volta a FIFA. Volta vem essencialmente substituir o modo Journey dos últimos 3 títulos, mas dando uma variante diferente ao jogo, que muito sinceramente, era algo que a série estava a precisar. Podemos realizar jogos de 5v5, 4v4 e 3v3 (sem guarda redes), isto numa jogabilidade muito mais despreocupada que o modo principal. Existe muito menos estratégia envolvida e muito mais “bola para a frente”. Existe um modo de história associado que apesar de divertido, não chega nem perto do nível de The Journey. Não existe tanta emoção nem profundidade dos personagens. Existe montes de coisas para desbloquear, desde equipamentos a arenas.  Podemos também pegar em duas equipas conhecidas e adapta-las ao modo volta. Acreditem ou não, no meu jogo o Taarabt é um monstro do futsal (cuidado Ricardinho).

O modo carreira sofreu também algumas alterações. A maior mudança é na costumização do treinador. Nas títulos anteriores apenas podíamos escolher treinador pré-feitos, mas em FIFA 20 podemos molda-los a nosso belo prazer e podemos até, criar uma treinadora. Outra adição interessante ao modo, é a possibilidade de darmos conferências de imprensa, que são importantes pois podem alterar a moral dos nossos jogadores.

Mas como é de esperar, o ultimate team é a cereja do pacote, e onde a maioria irá passar muito mais tempo. Este é um modo que me dá bastantes mixed feelings. É o modo que mais gosto, e o modo que mais odeio. O facto de começarmos com uma equipa fraca e ir ir aumentando a qualidade com pequenos feitos, como fã de RPGs, é algo que me dá pica. Os prémios de temporada que adquirimos ao completar desafios (espécie de battle pass), são sem dúvida um dos motivos principais para continuar a voltar ao jogo regularmente. O que me faz odiar este modo é claro, o chamado “Scripting“. Não é só no FIFA que acontece, mas é dos casos mais graves, a par com NBA 2k. Por muito bons que sejamos no jogo, o algoritmo a certo ponto vai arranjar forma de tornar os nossos jogadores mais lentos, entre outras peripécias, para que nos seguintes jogos tenhamos vontade de rebentar dezenas de euros em FUT Coins. Tirando esse “pequeno” grande problema, FUT continua a ser o modo que nos cola mais ao jogo.

Como já é habitual, FIFA 20 oferece-nos uma diversa selecção de músicas conceituadas, que se goste ou odeie, temos que admitir que encaixam perfeitamente no jogo, e acabam por ficar no ouvido. A nível gráfico, continua uns furos abaixo do rival, mas é agradável à vista, principalmente as secções de “história”. O defeito que tenho a apontar, é que alguns jogadores com bastante peso na indústria não estejam minimamente parecidos, como é o caso do Ribéry, que até o próprio utilizou as redes sociais para brincar com a situação.

Em termos de licenças, FIFA 20 continua a não dar hipótese a qualquer tipo de concorrência, mesmo que a Juventus se chame “Piemonte Calcio“, e não se veja o Ronaldo em qualquer publicidade sobre o jogo. Em vez dele, temos o João Félix em quase tudo o que é spot publicitário e menu, o que também é agradável.

Apesar de todas as polémicas em volta da empresa e do próprio jogo, FIFA 20 continua a ser a melhor experiência futebolística virtual. Perdemos a profundidade da campanha de Alex Hunter, mas ganhamos um modo de jogo que vem acrescentar algo de novo à franquia e justificar da actualização desde ano. Em termos de jogabilidade, temos alguns tweaks interessantes, mas que não justificariam a compra se fossem as únicas alterações ao jogo.

FIFA 20
9 / 10 Pontuação
Resumo
FIFA 20 continua-se a destacar pela sua variedade de modos, licenças e claro, pelo FUT. O modo Volta é uma lufada de ar fresco.
Rating9

 

 

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