O melhor simulador de futebol de forma portátil.

A EA Sports decidiu apostar na Nintendo e trazer FIFA 18 para a Switch. A aventura da EA Sports na Nintendo não tem corrido bem desde os tempos da Game Cube e no cenário portátil tem sido bastante medíocre. Tentaram-nos vender “a melhor versão de FIFA 13” na PS Vita mas acabou por ser um flop autêntico. O resultado deste FIFA 18 é um turbilhão de sentimentos.

Desde o FIFA 13 que não jogava a nenhum jogo da franquia. Não só por ser repetitivo, mas porque também acho que o meu tempo em frente a uma consola caseira deve ser usado em jogos mais interessantes. Foi com a promessa de ser portátil e por aparentar ser uma boa conversão que apostei em FIFA 18. E no fim fiquei satisfeito.

A maior diferença é sem dúvida o facto de não utilizar o motor Frostbite como foi implementado em FIFA 17, mas sim uma versão modificada do motor utilizado nas versões de Playstation 3 e Xbox 360. Com isto, não esperem os mesmos gráficos daquilo que os youtubers vos têm mostrado, mas algo que que está entre a anterior e actual geração e com a vantagem de correr a 60fps tanto no modo tablet como na dock. Visualmente é claramente um sucesso e em termos de jogabilidade, não lhe fica muito atrás. Se jogam FIFA nas outras versões, na Switch vão se sentir como peixes na água. Os controlos estão praticamente iguais e até algumas mecânicas novas estão presentes, como a nova forma de marcar livres e cantos. Existe a possibilidade de jogar contra um amigo na mesma consola utilizando apenas um dos Joy Cons e o resultado é agradável. Requer uma certa adaptação pois o “comando” é minúsculo e tem um número reduzido de botões, mas é algo que com o tempo nos vamos adaptando e dá para desenrascar para jogarem com amigos on the go.

 

Por não utilizar o Frostbite, o modo de história ficou de fora. Se forem grandes fãs da jornada de Alex Hunter, peço desculpa mas esta versão não é para vocês. Não contem também com cutscenes de carreira que também utilizam esse motor, mas isso já é para os jogadores bem mais exigentes. Mas como eu tenho mais interesse em coleccionar cartas para melhorar a minha equipa, fiquei bastante contente com o Ultimate Team. Depois de criar equipa e comprar o Éder (nunca pode faltar), lá explorei mais este modo. Confesso que nunca o tinha jogado, pois quando eu jogava FIFA ficava-me pelas temporadas online normais, mas o meu irmão joga tanto disto que quase que conta como sendo eu. Este modo mantém-se praticamente intacto. Podemos comprar e abrir packs tal e qual como nas outras versões, participar em temporadas e torneios com as nossas equipas tanto online como offline, Drafts, desafios de criação de Squads e claro, transferir jogadores e itens. Algo que me chateia aqui e não tem a ver com o jogo, tem a ver com a consola. Quando a meto em modo de repouso, a conexão com os servidores é cortada o que se torna chato quando estou nos menus do Ultimate Team, pois quando volto pegar na consola depois de uma breve pausa, tenho novamente de me conectar aos servidores do jogo porque o Ultimate Team requer uma ligação constante. Outra critica é o facto da app para Smartphone não ter suporte para Nintendo Switch

Para além disso, podemos também fazer o modo carreira “clássico” mas sem opção para negociar transferências nem clausulas de rescisão, jogos de habilidade, torneios de futebol feminino, temporadas online (sem ser no FUT) e temporadas locais contra outras consolas que estejam nas redondezas. Infelizmente e para revolta de muita gente, não é possível jogar online contra amigos, e sinceramente não percebo onde é que a EA ou a Nintendo estavam com a cabeça quando tomaram esta decisão. Infelizmente não consigo estar frequentemente com os meus amigos, por isso jogar online contra eles é sempre uma opção. Algo que também ficou de fora, foi a tradução para Português de Portugal, existindo apenas em Português do Brasil.

Posso dizer que no fim do dia fiquei bastante satisfeito com esta versão de FIFA 18. O facto de ser portátil levou-me a pegar novamente num jogo de futebol. O Ultimate Team tem-me ocupado grande parte do meu tempo livre nos últimos dias. Felizmente em termos de performance o jogo corre às mil maravilhas, o que faz que desempenhe a sua função de entreter os amigos quando vão lá a casa. Temos que encarar FIFA 18 na Switch como o primeiro jogo da franquia, e esperar que no próximo ano a EA consiga contornar algumas limitações e nos oferecer uma experiência de jogo ainda mais parecida com as versões de actual geração. Um pontapé de saída muito bem executado na mais recente consola da Nintendo.