27 Ago 2018
PS4

Análise – Dying Light The Following

Kyle Crane volta para dar uma de Mad Max e só lhe falta o cão e o casaco de cabedal com uma manga, pois o carro e o arsenal de armas já o tem.

Sendo “realistas” e sinceros. Todos nós sabemos que a cena zombie nunca irá passar de moda apesar de já estar mais que batida. Todos nós gostamos de mortos-vivos, ou pelo menos gostamos de os matar virtualmente, e é isso que continuamos a fazer em Dying Light The Following, e ainda melhor, passamo-los a ferro.

The Following é exactamente o que este jogo nós oferece, o seguimento à história do protagonista Crane a seguir à morte de Reis o impiedoso e cliché vilão de toda esta narrativa. A trama deste DLC começa quando um completo estranho aparece em Harran e afirma que existe um local fora da cidade em que todas as pessoas são imunes ao vírus que os transforma em zombies, e assim sendo, Crane parte à descoberta desse local e mais importante, trazer a cura aos restantes habitantes da cidade que sucumbiu ao flagelo zombie.

Para quem pensa que este é só mais um DLC com meia dúzia de missões interessantes, um grande punhado de outras para encher chouriços e uma forma sorrateira da Warner Bros. limpar mais dinheiro ao típico amante de FPS apocalípticos, então acertaram em cheio porque é mesmo. Mas é muito mais que isso, graças a uma história com mais de 10 horas que consegue ser muito mais interessante que a original, com um plot twist excelente,um mapa vasto e repleto de liberdade de movimentação e um buggy. Sim, um buggy, porque é cómodo andar de carro e varrer tudo o que nos aparece à frente bem ao estilo de Carmageddon.

DYING LIGHT THE FOLLOWING

Temos agora um novo sistema de experiência dedicado à condução deste buggy, oferecendo inúmeros skills para o mesmo. Na minha opinião, é chato termos de atropelar zombies a troco de pontos de experiência enquanto vemos o carro danificar-se. Chega a um ponto em que mal conseguimos acelerar e temos de vasculhar todos os carros da vizinhança em busca de peças e combustível para o arranjar. Quando cai a noite, a coisa fica mais interessante, pois temos de fugir dos volatiles e isso também oferece experiência, e quanto mais rápido e longo for o nosso percurso de fuga, mais depressa desbloqueamos todos os skills disponíveis. Podemos também fazer upgrades no chassis, pneus e suspensão do carro adquirindo plantas que podem ser compradas a NPCs ou encontradas aleatoriamente.

DYING LIGHT THE FOLLOWING

 

Todo o equipamento, skills e pontos de experiência que ganhámos no jogo original são transferidos para este novo modo de história, o que é excelente para quem acabou recentemente o jogo original mas um pouco entediante para quem já não pegava neste título há meses, tendo que voltar aos básicos e ainda aprender de novo todas as técnicas que escolhemos durante o percurso inicial.

Como disse, as missões são na maioria vulgares, tendo que fazer um favor a este rapazinho aqui, ajudar aquela pobre alma ali, e assim ganhar confiança no leito destes novos NPC que dizem que a cura para não se tornar zombie está, nada mais nada menos (atenção, pequeno spoiler), no acto de rezar em prol da “mãe”. O desenrolar do resto da história deixo para descortinarem mais tarde por vocês mesmos.

DYING LIGHT THE FOLLOWING

Temos novas armas ao nosso dispor, mas infelizmente a demanda de armas é muito superior à oferta de balas, portanto, ponto negativo neste parâmetro. Temos também um grupo de rebeldes pronto a fazer a nossa vida negra (como se os zombies já não chegassem…). Mas neste caso, Dying Light The Following vem complementar a componente survival, e se já era difícil em Harran, apesar de agora estarmos em campo aberto, temos de nos focar em novas estratégias de combate e fuga e aperfeiçoar os nossos skills de scavenger ao máximo, porque agora temos “mais uma boca para alimentar”, de gasolina e peças.

DYING LIGHT THE FOLLOWINGPodemos jogar The Following em cooperativo e ainda fazer challenges de corridas, time trial, sprint, etc. A dificuldade do jogo continua a mesma do anterior, apesar de achar este título um pouco mais random no que toca ao desafio em matar os inimigos de missão para missão. Passei mal durante as primeiras 3 missões, mas depois o resto fez-se a brincar. Talvez esteja a ficar velho demais para este tipo de jogos e já não esteja a aguentar bem a pressão de ter criaturas famintas a correr atrás de mim como era no meu tempo de adolescente na escola secundária.

DYING LIGHT THE FOLLOWING

A banda sonora está perfeita para ouvir no MP3 do carro, ou neste caso, do buggy. Os efeitos sonoros estão muito bem conseguidos, oferecendo sempre aquele suspense próprio do género, especialmente durante a noite. O grafismo continua aquela qualidade que ficámos habituados no primeiro jogo, se bem que noto que a imagem está mais sharp e as texturas mais detalhadas, ou se calhar foi de ter trocado de óculos na última semana. Mas que a imagem está mais bonita e os cenários mais brilhantes, lá isso não há dúvidas.

DYING LIGHT THE FOLLOWING

Apesar de ser uma expansão, temos um vasto conteúdo que justifica a sua compra, e mesmo depois de acabar a história, o replay value é gratificante.

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