25 Ago 2018
Análises

Análise – Dragon Quest VIII: Journey of the Cursed King

Mais um JRPG clássico que chega à 3DS.

Dragon Quest é uma série que já anda por cá há 30 anos e continua a ser uma das mais respeitadas dentro do seu género. Este JRPG foi desenvolvido pela Level-5 e publicado pela Square Enix. Dragon Quest VIII: Journey of The Cursed King foi um enorme sucesso quando saiu em 2005 para a Playstation 2, sendo o primeiro título da série em 3D e a ter vozes nos seus personagens.

Nesta aventura vestimos a pele de um Herói que com Yangus e o Rei Trode, partem numa jornada para encontrar Dhoulmagus, na esperança de conseguir desfazer o feitiço que transformou o monarca numa criatura horrenda. Ao longo da história iremos encontrar vários personagens interessantes que se vão juntar à nossa causa, numa narrativa bastante interessante, apesar de manter os diálogos e o espírito cheesy das histórias típicas dos JRPGs dos anos 90. A arte dos personagens é de Akira Toryiama e a história tem também alguns traços da série de maior sucesso do autor, Dragon Ball, onde o humor se mistura de forma perfeita com situações bastante sérias. Não esperam uma aventura repleta de cutscenes bonitas, pois Dragon Quest VIII conta a sua história através da interacção entre personagens e muito do background story é contado por eles através de flashbacks. Outra coisa interessante é que os personagens são muito expressivos, seja em expressões faciais ou nos seus diálogos, isto acontece também com os inimigos em batalha, que por vezes começam a fazer outras acções em vez de nos tentarem matar. Ir de vila em vila, dormir em estalagens, explorar masmorras, Dragon Quest VIII é um RPG tipicamente Japonês de combates por turnos. Todos os personagens têm habilidades distintas e teremos que evoluir a especialização de cada tipo de arma.

A progressão no jogo é feita no mapa mundo e uma das maiores alterações em relação à versão original, é não ter combates aleatórios. Agora os monstros aparecem no mapa e a batalha só tem inicio quando entramos em contacto com eles. O combate desenrola-se da mesma forma: atacar, defender, usar habilidade ou magia, mas com um pequeno pormenor que a série Bravely parece ter implementado na 3DS: A possibilidade de acelerar os combates. Uma das maiores queixas por parte dos jogadores, é que em relação a outros RPGs, Dragon Quest é muito à base de grind, e essa aceleração faz com que esse processo se torne muito menos chato.

Existem também várias side quests que podemos concluir, e quero dar principal destaque aos desafios de fotografia, outra das novidades em relação à sua versão original. Nesta remasterização temos acesso a uma máquina fotográfica que nos permite tirar fotografias ao meio que nos rodeia, tendo algumas opções como adicionar membros da equipa ao cenários assim como a pose deles. Estas fotos podem ser partilhadas como postais através de Street Pass. Como referi anteriormente, existe uma nova quest que consiste numa série de desafios fotográficos que envolvem tirar fotografias a inimigos, NPCs, lugares e pontos de interesse. O ecrã inferior é bem utilizado, onde durante a exploração mostra o mapa da zona em que nos encontramos, e durante as batalhas mostra informação acerca dos nossos personagens.

Muito mais que um simples port, Dragon Quest VIII consegue inovar em muitos aspectos. Para além das diferenças que já referi, esta versão é uma privilegiada em ter mais masmorras, mais segmentos de história, novos membros para a equipa e inúmeras melhorias, como por exemplo o facto de podermos guardar pontos de habilidade para gastar mais tarde, algo que me irritava bastante na versão original.

Graficamente sofreu alguns cortes, alguns detalhes foram removidos e a draw distance foi ligeiramente encurtada, o que é compreensível visto que se trata de um sistema menos poderoso. Infelizmente o jogo parece que sofreu algumas alterações a nível de censura, por isso não se admirem se a Jessica não tiver algumas roupas tão ousadas como na PS2. A nível de som também foram efectuados cortes. A banda sonora continua a ser memorável, mas teve um grande corte na qualidade do audio.

Seja na Playstation 2 ou na Nintendo 3DS, Dragon Quest VIII: Journey of the Cursed King é um dos melhores JRPGs clássicos que já joguei. O que esta versão portátil perde em qualidade gráfica e sonora, ganha em conteúdo adicional e muito sinceramente, para uma versão portátil, não podíamos pedir muito mais. Esta versão é uma carta de amor a fãs do jogo original e um título obrigatório para qualquer amante de RPGs.


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