Tal como em House of Wolves, voltamos a Destiny agora com The Taken King, a nova expansão deste FPS/RPG/MMO/LOOTER(?).

Começamos então por uma das grandes e se calhar das mais importantes adições deste Ano Dois, as Quests. Para além de continuarmos com bounties como antigamente (aumentadas para 16 em vez de 10), temos agora variadas Quests, onde ficamos a saber mais um pouco da história dos inimigos dos guardiões e onde temos a possibilidade de ganhar equipamento Legendary ou mesmo Exotic. Além desse acrescento, temos agora a possibilidade de fazer tracking nas Quests/Bounties até um total de 4 ao mesmo tempo, o que faz com que possamos ver os passos que nos faltam tirando o nosso ghost durante o jogo.

A história é um dos pontos que mais se destaca neste novo DLC, com cinematics bastante melhoradas, um Ghost com mudança de personalidade e algum humor à mistura. Dão mais ênfase às personagens da Hall of Guardians Cayde-6, Ikora Rey e Commander Zavala, com um par de interacções nas cinematics e com comunicações directas durante as novas missões e entrega de Quests.
Ainda não foi a vez de Saturno se mostrar em primeira pessoa, mas é nos anéis do mesmo que se encontra a nova área de patrulha, a nave de Oryx – Dreadnaught – envolta em pequenos mistérios, novos elementos e que também nos traz um novo inimigo, os Taken. Este novo inimigo tem uma pequena particularidade que é a repescagem, por parte de Oryx, de inimigos antigos alterando-lhes algumas das habilidades.

Vamos encontrar os Taken em variadas missões novas e mesmo em Strikes, tanto nos novos como nos antigos, sendo que agora, a qualquer momento de um strike, este inimigo pode aparecer e alterar o objectivo daquele momento.

Outra alteração desta nova expansão é a evolução da Light. Quando no passado, estávamos reféns do tão odiado RNG (Random Number Generator) agora temos a possibilidade de aumentar o nosso nível de Light até com Engrams azuis. Qualquer equipamento Legendary e Exotic, seja arma ou armadura, pode ir aumentado até ao nível máximo de ataque/defesa, com este novo perk chamado Infuse, um pouco como foi na expansão anterior (House of Wolves) com os Etheric Lights.

“We had to look at DLC 1 [The Dark Below] and DLC 2 [House of Wolves] and say, ‘OK, well, how can we set those two DLCs up to allowing for this [leveling] pivot?’ So in DLC 2, that’s why you see the introduction of the Etheric Light mechanic, because we were trying to get players to converge quickly at a single, common level because we knew where we were going to take them next.” – Luke Smith

A boa notícia quanto aos Engrams é o aumento notório do drop neste segundo ano. Agora qualquer missão, strike ou mesmo evento público faz-nos chegar à Tower para encontrar o Postmaster com uns quantos à nossa espera, até mesmo Exotics. Para estes últimos, foi acrescentado também um novo consumível chamado Three of Coins. O Three of Coins serve simplesmente para aumentar a probabilidade de cair um Exotic Engram da próxima vez que se elimine um Boss. Essa probabilidade aumenta de cada vez que não cai nenhum Exotic Engram, mas atenção no uso contínuo desse consumível, sendo que a última actualização da Bungie fez com que seja preciso à volta de 10min entre cada uso para essa probabilidade aumentar realmente. Estima-se que as probabilidades sejam:

  1.  10%
  2. 15%
  3. 22.5
  4. 33.75
  5. 50.625
  6. 75.9375

Nos Strikes, houve mais umas alterações, em relação à expansão anterior, sendo que agora temos apenas três listas de Strikes. A clássica – Legacy Strikes – apenas com os strikes antigos, a nível 20 (mais direccionada para quem não comprou este DLC). Os strikes normais – Vanguard Strikes – onde pode calhar um clássico ou um dos novos, a nível 36. E por último, os strikes em Heroic Vanguard Heroic Strikes – com uma dificuldade aumentada em relação aos normais, a nível 41 e com Legendary Marks de oferta semanalmente, a substituir as desaparecidas Weeklys.

Esses Legendary Marks são outra substituição por parte da Bungie. Onde antes tinhamos Vanguard e Crucible Marks, sendo que semanalmente só se podia apanhar 100 de cada com um limite de 200, agora foram juntas e tornadas em Legendary Marks. O limite mantém-se nos 200, mas agora podemos apanhar os que quisermos semanalmente (como por exemplo 25 nos Heroic Strikes semanais, 15 nas Daylies de PVP e PVE, entre 3 e 5 ao desmantelar armas e armaduras Legendary, por aí fora).

Outra novidade nos strikes (até mesmo nos antigos) é a possibilidade de drop de equipamento especifico do Boss, como por exemplo, armaduras, marcas dos guardiões (específicas de cada classe) e até armas.

Passando para o PVP, é de notar 8 mapas e alguns modos de jogo novos. Primeiro, temos uma espécie de Capture the Flag, aqui designado como Rift, onde os jogadores tentam levar uma Spark que aparece no meio do mapa, para a base da Fireteam contrária. Aqui, ganham-se mais pontos pelo transporte e pela entrega da Spark.

Outro modo de jogo, é um que pega no antigo Control e se foca apenas nas capturas, chamando-se Zone Control. Neste modo de jogo, matar não conta (na pontuação final), apenas a quantidade de tempo que se mantêm controladas as zonas do jogo.

Temos ainda um terceiro modo, que é o caos total. Chamado Mayhem, o objectivo é criar o caos total, com Supers que se carregam a um ritmo alucinante, munição de Heavy a aparecer quase de um em um minuto e com respawn imediato. Talvez um dos modos mais divertidos do PVP até hoje.
Um mês depois do lançamento tivemos de volta também o Iron Banner, envolto em alguns problemas tal como glitchs (Super infinito do Hunter) e o clássico Lag, com jogadores a tele transportarem-se no mapa à nossa frente. Razões essas também para adiarem um dos eventos de PVP também muito aguardado, o Trial of Osiris. Para além disso, não sentimos grande diferença em relação a este evento no passado.

Quanto à famosa Raid, tivemos uma bela surpresa mais uma vez. Se em alguns dos eventos do jogo o trabalho de equipa é importante, aqui mais do que nunca isso é crucial. Aqui, temos a oportunidade de derrotar Oryx, o pai que vem em vingança do seu filho, Crota, numa raid mais extensa que as anteriores, entre saltos, labirintos e bosses (4 no total), posso afirmar que é a raid que dá mais gosto a fazer neste momento e não apenas por ser novidade. Pouco mais de um mês depois do lançamento, saiu o Hard mode, que também já experimentámos e apesar de terem sido anunciadas várias mudanças nas mecânicas, pouco sentimos de diferente, apenas um extra cuidado, tempo mais reduzido para passarmos cada secção e inimigos mais fortes.

Correm rumores que vai haver mais uma adição na dificuldade deste evento, mas para já é tudo rumores. Por falar em rumores, é pena o sistema de loot desta raid ser tão miserável como na raid anterior e não haver menção de melhorias nesse aspecto, onde há demasiada repetição no equipamento que sai, deixando-nos presos a um certo nível.

Não queria deixar de mencionar também uma nova subclasse para cada uma das classes. Agora é possível ter uma subclasse de Void nos Hunters com o Nightstalker; no Warlock uma subclasse de Arc com o Stormcaller e nos Titans a subclasse de Solar com o Sunbreaker. Cada uma com as suas particularidades mas, se calhar, a fazer com que as antigas se tornem um pouco obsoletas (com rumores também de uma nova revisão por parte da Bungie.

Com tudo isto para trás falado e ainda mais, tal como segredos escondidos em algumas das dailies, eventos sazonais como por exemplo o do Halloween, vídeos que podem finalmente ser saltados, cosmetics que podem ser comprados via uma nova moeda dentro do jogo chamada Silver (que só se pode obter através de microtransações – 500 = 5€; 1000+100 = 10€ e 2000+300 = 20€), mais os novos e diferentes eventos públicos, temos um Destiny Year 2 muito mais objectivo e dinâmico, onde o esforço e o trabalho de equipa recompensam o jogador e não um random loot injusto, aumentando assim a longevidade do jogo.

Sem dúvida um jogo em constante evolução, com muitos segredos ainda por descobrir, onde parecem ir pelo bom caminho.

Analisado na PlayStation 4.