23 Out 2018
Switch

Análise – Dark Souls Remastered

Morram muito, agora na Switch.

Já não sou novo nestas andanças de Dark Souls e confesso que sou um sádico no que toca à série e jogos do género. Morrer neste jogo dá-me sempre uma enorme vontade de voltar ao mesmo sitio para, muito provavelmente, morrer novamente. E foi com grande ansiedade que esperei por esta versão de Dark Souls Remastered, para morrer vezes sem conta não só quando estou em casa, mas onde me apetecer.

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Preparados para voltar a este pesadelo?

Fora de piadolas, Dark Souls está na minha vida há já alguns anos, e sim, sou mesmo grande fã da série. Quem me conhece, sabe o quanto andei a penar por Bloodborne, Dark Souls III e também pela abordagem da Team Ninja ao género, Nioh. Apesar de serem jogos mais recentes e polidos, a magia de Dark Souls original continua a atrair jogadores por todo o mundo, sendo eles novatos, ou veteranos como eu que querem voltar a superar os mais difíceis desafios, desta vez numa consola “portátil”.

Começamos por escolher o nosso nome, aparência e classe que apesar desta escolha, podemos ir alterando aos poucos à medida que vamos evoluindo os stats. Acordamos numa prisão após uma breve introdução à história do jogo e numa secção bastante linear, somos introduzidos às mecânicas básicas do jogo. Estas explicações são nos dadas através de mensagens no chão deixadas pelos programadores do jogo. Mensagens essas que serão uma constante durante toda a aventura, mas que serão colocadas por outros jogadores, avisando-nos dos perigos, segredos ou então apenas “trollando“. Depois de nos equiparmos e matar uma amostra de boss, somos atirados aos leões no Firelink Shrine, que pode não aparecer mas será um ponto central na nossa campanha. A partir daqui não temos grande guias ou indicadores do que temos que fazer, apenas algumas falas soltas ou pequenos detalhes no cenário que nos vão contar uma história silenciosa.

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Criaturas horrendas espreitam a cada esquina.

Mesmo para os parâmetros da altura em que foi lançado, a área total de jogo é considerada pequena, mas com o tamanho perfeito para o género de jogo que é. Trata-se de um jogo bastante difícil pois cada inimigo pode apresentar uma ameaça, mesmo o mais enfezado dos esqueletos. Existe um sistema de stamina que não nos deixa atacar como se não houvesse amanhã. Cada golpe, desvio ou defesa tem que ser pensado, e não existe margem para “button mashing“. Para além disto, os recursos são escassos. Existem fogueiras que funcionam como checkpoints. Nestas fogueiras podemos aumentar o nosso nível com as almas que adquirimos dos inimigos, restaurar os nossos Estus Flasks (frascos de saúde), restaurar a humanidade e também os inimigos, ou seja, cada vez que interagimos com uma fogueira, todos os inimigos, excepto os bosses, aparecem novamente no mapa.

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A versão Switch permite pausar o jogo através do Sleep Mode.

Falei em restaurar a humanidade e essa é uma das mecânicas mais interessantes da série. Sempre que morremos, ficamos num estado Zombie, que para além de ser fisicamente visível, perdemos a habilidade de chamar outros jogadores ou NPC’s para nos ajudarem, nem conseguimos ser invadidos. Pois é, Dark Souls tem uma componente multiplayer. O sistema de invasão é engraçado, mas pode ser chato. A qualquer momento podemos estar descansados da vida e outro jogador nos vir atacar, mas podemos também chamar outros jogadores para nos ajudarem. Se forem jogadores solitários, podem também chamar NPC’s, incluindo o carismático Solaire of Astora. Por vezes podemos alterar alguns aspectos da história por chamarmos alguns NPC’s em alturas específicas.

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O multijogador de Dark Souls pode causar muita azia.

Ao contrário dos RPG’s tradicionais, o progresso do nosso personagem é bastante lento e não é obrigatório para progredir no jogo. O que mais conta em Dark Souls é a nossa experiência com cada um dos inimigos. O mais importante é conhecer o padrão de cada inimigo e a nossa capacidade de controlar o nosso personagem, que é muito presa mas que faz bastante sentido. E aqui tenho de fazer uma pequena critica em relação ao jogo, pois existe algo que me incomoda: o facto do B ser o botão de selecção e o A para cancelar, que por padrão na Nintendo, é ao contrário. Posso estar a ser muito picuinhas, mas é algo que não tinha custado nada à From Software ter tido atenção a esse pormenor. Mas por outro lado a versão Switch de Dark Souls tem uma particularidade: é possível colocar o jogo na pausa! Para isto, basta colocarmos a consola em Sleep Mode ou simplesmente carregar no botão Home. Estando na consola que é, faz todo o sentido.

Esta remasterização de Dark Souls para a Nintendo Switch assemelha-se muito às versões originais lançadas em 2011, não tendo as melhorias nas texturas que das versões PS4 e XBOX ONE. Contudo, a resolução é de 1080p no modo TV e a Frame Rate ronda os 30fps. Digo ronda pois existem alguns momentos onde se nota uma ligeira quebra, mas nada que estrague a experiência.

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Dragões e muita magia.

Com esta remasterização, a Nintendo aproveitou para lançar o amiibo de Solaire of Astora, uma das personagens mais amadas do jogo. Ao utilizarmos este amiibo no jogo, desbloqueamos o emote/memePraise the Sun“.

Pode não ser um port perfeito, mas é um excelente port para a consola em questão. 7 anos depois, Dark Souls continua a ser um jogo bastante divertido e belo. A maior razão para jogar esta versão é mesmo a sua portabilidade.

Dark Souls Remastered (Nintendo Switch)
8 / 10 Pontuação
Resumo
Apesar de estar um passo atrás das versões PS4 e XBOX ONE, Dark Souls Remastered na Switch é uma das melhores formas de jogar esta obra pela sua portabilidade. Sem dúvida um jogo obrigatório na Nintendo Switch.
Rating8
Switch

Análise - Dark Souls Remastered

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