28 Ago 2018
PS4

Análise – Crash Bandicoot N-Sane Trilogy

Um excelente regresso ao passado.

Têm sido vários os títulos que recebem remasterizações e remakes. É algo que já acontecia desde a geração passada de consolas. Desta vez, chega-nos um velho conhecido e muito amado por todos aqueles que tiveram a primeira consola da Sony.

Crash Bandicoot N-Sane Trilogy tráz-nos os primeiros três jogos da série, todos eles lançados na Playstation 1. Todos eles estão contam com melhorias gráficas fantásticas e ainda com algumas novidades face aos originais.

Começando por Crash Bandicoot, lançado em 1996, que fez um grande furor na altura do seu lançamento por se tratar de um excelente platformer em 3D como poucos se viam na altura. Temos então mais de 30 níveis para explorar sendo alguns deles de bosses. Além de termos como principal objectivo chegar ao final de cada nível para desbloquear o seguinte, podemos ainda encontrar e destruir todas as caixas do nível, para desbloquear um cristal extra. Esta mecânica acompanha os restantes títulos desta trilogia.

Este é também o título mais frustrante dos três. Não é por se tratar de um jogo difícil na medida em que o jogador sabe sempre para onde tem de ir como o fazer. A questão é que sendo um jogo de plataformas, qualquer salto mal calculado, resulta em morte certa. E isso acontece imenso neste Crash. À medida que vamos perdendo vidas, vamos ficando frustrados e perdemos alguma “paciência”. Daí considerar que para chegar ao final deste Crash é necessária bastante paciência e calma, pois os bosses não são de todos difíceis. Neste remaster, podemos ainda jogar com Coco, a irmã de Crash, sendo que no original não era possível.

Passando para Crash Bandicoot 2: Cortex Strikes Back que traz alguns elementos novos à série. Lançado em 1997, este Crash abandonou a o mecanismo de níveis do antecessor e oferece ao jogaodor várias zonas divididas por 5 níveis, conhecido por Warp Room, que iria permanecer nos próximos jogos da série.. Agora é necessário encontrar um cristal roxo em todos os níveis para termos acesso ao boss de cada zona. Este aspecto faz com que o jogador tenha de ter mais atenção a cada nível. Além disto, Crash tem agora um novo ataque onde desliza para derrotar inimigos. No geral, a diversidade dos níveis, quer a nível dos cenários quer a nível da jogabilidade, aumentou e o jogo ficou ainda mais divertido.

Chegamos finalmente a Crash Bandicoot 3: Warped, que é para mim o melhor jogo da série. Não só é aquele que conta com mais novidades a nível de ataques e mecânicas de jogo, tendo agora até uma incrível bazooka, como é aquele que apresenta a maior variedade de cenários, passando por vários momentos da história como Primeira Guerra Mundial ou Idade Média.. Além disso, é dos três jogos, o menos frustrante, o que não significa que seja simples e fácil, mas a verdade é que sentimos menos aquela horrível sensação de perdermos uma vida por causa de um salto mal calculado ou de uma plataforma menos estável. O sistema de níveis segue o estilo do segundo título, onde temos de encontrar 5 cristais roxos em cada zona para chegar ao boss e prosseguir para a nova zona.

No final, temos um pacote como três grandes jogos que farão as delícias de qualquer fã deste marsupial. Para os jogadores mais novos, poderá não oferecer nada de novo e será um título até algo difícil, pois estas gerações mais novas estão habituadas a jogos com mais acção e mais frenéticos. Contudo, é uma óptima homenagem a esta série e uma grande oportunidade de rever boas memórias de infância.

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