22 Out 2020
PS4

Análise – Borderlands: The Handsome Collection

Dois jogos completos, no mesmo disco e com todo o DLC incluído. Isto e um preço convidativo tornam Borderlands: The Handsome Collection numa pilha de conteúdo sem fim, repleto de humor, acção e ainda uma experiência cooperativa que vos permite jogar à antiga, partilhando um lugar do sofá.

Existem vários cenários a ponderar antes de entrarem na Handsome Collection. Já jogaram algum dos jogos no passado? Já terminaram ambos mas não gozaram algum DLC? Estão à procura de um bom FPS-RPG para jogar na PS4/X1? São diversos os factores que vos podem levar a jogar Borderlands: The Handsome Collection. No meu caso, apenas joguei Borderlands 2 mas não joguei o The-Prequel, como tal foi por aí que comecei. No entanto e mesmo caso já tenham jogado algum deles, dificilmente jogaram todos os DLC que saíram. Assim que coloquem Borderlands: The Handsome Collection na vossa consola, dificilmente o vão conseguir tirar, esperam-vos muitas horas de vício.

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Borderlands: The Handsome Collection, tal como dito acima, é composto pelas versões remasterizadas de Borderlands 2 e Borderlands The-Prequel, bem como todos os DLC que saíram para cada um. Assim que iniciam o jogo escolhem qual a versão por onde querem começar. Se já tiverem jogado qualquer um dos jogos nas consolas da geração anterior, podem ainda importar o vosso save game e personagem.

Como estamos a falar de um remaster, podem contar com os visuais a correrem a 1080p e uma frame rate sempre a roçar as 60 frames por segundo, sendo que nem sempre as consegue atingir, principalmente se jogarem em co-op, aí o desempenho é totalmente ajustado. Borderlands sempre foram jogos visualmente impressionantes, com o seu estilo cel shading a trazer outra vida aos personagens, cenários e armas.

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Em muitos aspectos as duas versões são iguais, apesar de serem dois jogos diferentes. A jogabilidade e visuais são aproveitados e usados nas duas versões, onde a grande diferença é claro a história. Borderlands 2 corre de forma mais linear, com a habitual exploração ao ritmo a que quisermos, derrotando criaturas e fazendo quests pelo caminho enquanto em The-Prequel as coisas correm a um ritmo diferente. Em Pre-Prequel, estamos na Lua, e o oxigénio obriga-nos a jogar mais depressa e a ser mais táctico nas abordagens que fazemos. Antes de se deixarem levar pelas imensas quests precisam de conquistar pontos de refúgio que vos restauram o oxigénio.

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Ambas as histórias merecem a vossa atenção mas esperem uma boa centena de horas antes de as acabarem isto se gostarem de fazer missões secundárias e se não jogarem apenas as principais. Dificilmente deixam escapar as secundárias, a experiência é bem vinda e sem ela não conseguem evoluir os personagens e arsenal que seguram. Pelo tipo de jogo que é não faz sentido alongarmos o tipo de história que vão encontrar, estamos a falar de um jogo que corre em mundo aberto e em que podemos escolher o rumo que queremos levar. Se vos apetecer podem até investir apenas primeiro nas missões secundárias antes de ir à linha principal.

Se procuram jogos longos em que gostem de explorar todos os arredores, evoluir armas, personagens, jogar sozinho ou com um amigo e ainda soltar umas risadas, Borderlands: The Handsome Collection é o jogo para vocês. É super viciante, está recheado de conteúdo extra e suporta cooperativo local, algo que tem vindo a fazer falta aos jogos nos dias de hoje. Convidem um amigo e esperem várias horas de jogo até se aborrecerem de The Handsome Collection. A verdade é que não se pode pedir mais do que isto de um remaster, é a versão completa de dois jogos muito bons, num só conjunto e ainda com as várias melhorias que enumerámos e os respectivos DLC.

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Borderlands: The Handsome Collection está disponível tanto para PS4 como para Xbox One e para além de todo o seu conteúdo que já foi referido nesta análise, está ainda a um preço bastante em conta.

Pontuação: Muito Bom

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