26 Ago 2019
Switch

Análise – Astral Chain

A Platinum Games volta a fazer das suas.

A PlatinumGames tem um excelente historial com a Nintendo. Desde Mad World na Wii, Wonderful 101 na Wii U, passando pelo revival de Bayonetta com a sua sequela e até com Starfox Zero, a Platinum já é reconhecida pela indústria como uma das companhias que merece selo de excelência. Desta vez embarcamos numa aventura que junta policias, dimensões demoníacas e Stands de Jojo’s Bizarre Adventure.

“Yare Yare Daze!”

Após personalizarmos o nosso personagem (sexo, estilo e cor de cabelo e cor da pele), começamos a controlar o protagonista da mesma forma que em Nier Automata: numa sequência de tiros, mas desta vez não controlamos uma nave que se transforma num mecha, mas uma moto futurista. Depois de outra secção introdutória, percebemos finalmente a setting do jogo. Somos um novato “Neuron” policia que tal como alguns dos seus colegas, consegue comandar um Legion, uma criatura presa com uma corrente que só pode ser vista por alguns indivíduos, assim como as quimeras contra quem lutamos. Posso dividir o jogo em duas partes: as parte de exploração que normalmente passam-se no “nosso” mundo, e aqui temos geralmente que interrogar e ajudar civis, para perceber melhor o problema, que é causado por criaturas do Astral Plane, um mundo paralelo de onde vêm as quimeras. É no Astral Plane onde acontece a maior parte da ação. Aqui combatemos hordas de inimigos, resolvemos puzzles e colecionamos objetos que nos vão ajudar nas missões.

As sequências de moto são boas, mas raras.

O combate não foge muito aquilo a que a PlatinumGames nos tem habituado, mas desta vez com a particularidade de termos o Legion a combater ao nosso lado. À medida que vamos avançando na história, vamos adquirindo mais Legions, cada um com as suas características. Por exemplo, temos um equipado com lâminas que consegue cortar alguns elementos dentro do jogo, um que vem equipado com um arco e pode ativar mecanismos e combater à distância, e até temos um “cão” que consegue farejar objetos e ainda serve como meio de transporte. Cada Legion pode ser equipado com novas habilidades. Para além de combate, o Astral Plane está repleto de puzzles e cada Legion tem a sua função especifica para cada um deles.

Podemos personalizar tanto o nosso personagem como os Legions.

O combate não é tão fluído como um Bayonetta 2 ou um Nier Automata, mas muitos dos elementos dos mesmos estão presentes, principalmente os contra ataques de quando executamos um desvio perfeito. Mas continua a ser bastante interessante e satisfatório, e os movimentos que conseguimos fazer em conjunto com o Legion aumentam as possibilidades de combate. Há que referir que existe a possibilidade de jogar em co-op, mas é das experiências mais confusas que podem imaginar. Cada jogador com um joy-con, controla ou o protagonista, ou os Legions. O mais engraçado, é que quem controla os Legions também controla a câmara. Tentei jogar, mas nem 5 minutos aguentei até desistir.

O Astral Plane apesar de não ter vida e ser todo ele “vermelho”, é onde o jogo brilha, pelo combate e pelos puzzles. Basicamente, são as dungeons do jogo. Já no mundo real, o jogo é bastante chato. A história não acrescenta nada de novo e é uns furos abaixo daquilo que temos visto nos últimos tempos. Pode ser pelo facto de eu ter terminado o Nier Automata recentemente, mas que achei a história de Astral Chain está ao nível daquelas animes que nos esquecemos quando passamos para a próxima.

A trama passa-se em 2078.

A costumização é um ponto interessante. Podemos personalizar a fatiota do nosso personagem assim como os esquemas de cores, que são desbloqueadas quando completamos achievements que consistem em terminar missões, terminar com determinado rank ou executar um ataque x vezes.

O visual está bom mas as cores não são muito agradáveis à vista. Adequa-se ao setting do jogo, mas não deixa de ser um dos fatores que por vezes me faziam parar de jogar. Mas por outro lado, podemos personalizar a opacidade e cor dos menus, o que acaba por ajudar um pouco nesse aspecto. A nível de som, a banda sonora está no ponto e muitas vezes fazia-me lembrar Nier Automata, mas no verso da moeda temos os sons do jogo que muitas vezes não se percebiam de onde vinham, pareciam completamente destoados, principalmente no Astral Plane.

Cada Legion tem as suas habilidades.

Astral Chain é um bom jogo de ação, mas que peca pelo mau aproveitamento das seções de investigação. Por vezes temos que andar às voltas em pequenas seções durante muito tempo, o que fazia com que muitas vezes não me colasse tanto ao jogo como queria. Se ao menos a história fosse muito boa, era algo que se aguentava melhor, mas infelizmente é carregada de clichés e principalmente nestas seções, o chamado “encher chouriços”.

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