25 Ago 2018
PS4

Análise – Assassin’s Creed Origins

Bayek vem salvar o Egito e a série Assassin’s Creed.

Sem dúvida que Assassin’s Creed é uma das séries mais mediáticas dos últimos anos, mas já se encontrava cansada e sem interesse. Cada novo título era apenas “mais um”. Origins veio acender a chama da série, trazendo algo completamente diferente dos jogos anteriores e dando-lhe um charme sem igual.

Começamos esta aventura pelos olhos de Bayek de Siwa, um medjay (guarda do faraó), que vê o seu filho ser morto. Começa assim uma aventura de vingança e esperança para o Egito que se encontra “podre” às mãos do Faraó Ptolemy XIII, irmão de Cleopatra. A história é bastante interessante, colando-me sempre ao ecrã para saber sempre mais e ver alguns acontecimentos históricos que dado o setting do jogo, são bastante óbvios de acontecer. Existem imensas side quests para completar. Algumas são para “encher chouriço”, mas muitas delas estão ligadas diretamente com os alvos principais e com os problemas que estes criam para a região.

Fora do Animus controlamos Layla Hassan, uma funcionária da Abstergo que criou um Animus onde qualquer um pode aceder a memórias de outras pessoas, caso tenham uma amostra de ADN. A história de Layla é curta mas bem mais interessante que as que vimos nos Assassin’s Creed pós Desmond.

Mas vamos falar do que me fez ficar colado à consola durante mais de 50 horas: o fantástico mundo que nos é apresentado no jogo. Assassin’s Creed Origins é um dos jogos mais bonitos que já tive o prazer de jogar. Se acham que é apenas deserto e pirâmides, enganam-se, pois as influências gregas e romanas estão bem presentes no Egito. Qualquer screenshot que tirem do jogo vai ficar bonita, e não é preciso andarem a brincar com o photomode. A área disponível para explorar é colossal, sendo um dos maiores mundos abertos num videojogo de que tenho memória. E o mundo não está vazio, apesar de ter 2 ou 3 áreas que são desertos, existem muitas coisas para fazer. Há vários anos que não me divertia tanto a coleccionar tesouros, explorar catacumbas e completar todos os pontos de interesse de um mapa. O que nos anteriores jogos da série era um martírio, neste é uma das principais formas de passar tempo no jogo e claro, evoluir.

Não foi só na forma como a história está contada que o jogo mudou (sim, já não existem sequências de ADN), mas também na forma como o jogamos. Desta vez a Ubisoft foi buscar inspiração à obra-prima da CD Projeckt Red e aplicou-a na série Assassin’s Creed. A aventura de Bayek é sobre a forma de um RPG de acção, onde para além de termos níveis de personagem, também temos diferentes tipos de arma, com diferentes raridades e atributos. Arcos de curto alcance, longo, que causam envenenamento, espadas, lanças, marretas em chamas, é como se sentirem mais à vontade. Infelizmente não existe ainda um sistema de loot para armadura, mas podemos adquirir dezenas de fatos e evoluir a hidden blade e outras “bugigangas” que Bayek carrega consigo, para aumentar alguns atributos. Essa bugigangas são evoluídas com materiais que adquirimos da vasta fauna do Egito e com outros materiais que são encontrados no chão ou desmantelando arsenal.

Também existe um sistema de habilidades mas podemos adquirir tudo ao longo do jogo, fazendo com que Bayek não se possa especializar apenas numa classe. É um bom balanço entre os anteriores jogos do género e RPG, sem causar grande choque para quem não goste do género, mas talvez um pouco mais de RPGzisse no futuro não faça mal nenhum.

É impressionante ver um jogo da Ubisoft com um mundo tão vasto sem estar carregado de bugs e glitches. Os glitches que mais encontrei foi durante as cutscenes, isto por serem renderizadas em tempo real. Uma das situações mais caricatas foi numa cutscene em que estava escondido, passar um soldado romano no meio do NPC que me estava a ajudar.

Existem também algumas actividades extra, como a missão alusiva a Final Fantasy XV e os Trial of the Gods, que vão aparecendo de x em x tempo. Cada vez que um Deus aparece, podemos lutar contra eles e ganhar equipamento exclusivo.

Assassin’s Creed Origins é dos melhores jogos de mundo aberto que joguei nos últimos anos. Existem imensas coisas para fazer e locais para visitar, sem que me tivesse saturado. Foram 50 horas bem investidas e que pela primeira vez na vida, me fizeram comprar um DLC assim que terminei tudo o que o jogo base me tinha para oferecer. Assassin’s Creed Origins não só nos conta de forma espectacular a origem dos assassinos, como também nos dá a conhecer o inicio de uma nova era dentro da saga.

9.0
Score

Pros

  • Elementos RPG
  • História
  • Aspecto do mundo que nos é apresentado

Cons

  • Elementos RPG podiam estar mais balanceados
Excelente

Final Verdict

Assassin's Creed Origins é dos melhores jogos de mundo aberto que joguei nos últimos anos. Existem imensas coisas para fazer e locais para visitar, sem que me tivesse saturado. Foram 50 horas bem investidas e que pela primeira vez na vida, me fizeram comprar um DLC assim que terminei tudo o que o jogo base me tinha para oferecer. Assassin's Creed Origins não só nos conta de forma espectacular a origem dos assassinos, como também nos dá a conhecer o inicio de uma nova era dentro da saga.

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