25 Nov 2020
Switch

Análise – Animal Crossing: New Horizons

Sentem-se e desfrutem de uma aventura bastante relaxante.

Confesso que nunca consegui entrar no espirito desta série, mas Animal Crossing: New Horizons fez-me mudar de opinião e entrou para a minha rotina diária. Animal Crossing não é para qualquer jogador, pois não se trata de um sprint, trata-se de uma maratona numa pequena ilha em expansão.

Sem qualquer tipo de história por trás, controlamos um avatar feito à nossa medida que se vai mudar para uma ilha deserta. Nesta ilha apenas existem insectos, peixes, árvores e flores, e somos nós que juntamente com mais dois residentes, vamos começamos por habitar e expandir a mesma. Tom Nook, o responsável por nos assistir na nossa nova residência, fornece-nos uma tenda para vivermos mas temos que pagar por ela. Um dos objectivos principais nos primeiros dias é pagar a nossa divida para que ele nos vá expandindo a nossa habitação. Assim que pagamos um empréstimo, podemos ordenar que nos comecem a expandir a casa, a troco de um novo.

Não se trata de um jogo de sobrevivência mas sim de um jogo que funciona em volta de dinheiro, por isso esse será sempre um dos focos principais. E como se faz isso? Apanhando e vendendo recursos. Podemos retirar madeira das árvores, partir pedra para obter ferro, barro e pequenas pedras. Esta é a base para a construção de praticamente tudo, mas as outras actividades principais são pescar, caçar insectos e plantas. Existe um museu onde podemos doar novas espécies de peixe e insectos. Estes em conjunto com os novos fósseis que vamos escavando, vão para exposição no museu. Sim, a ilha pode ter pouca coisa, mas um dos primeiros edifícios a ser construído é um museu gigantesco. Temos também um catalogo pessoal onde vamos registando tudo o que apanhamos de novo, para os entusiastas das coleções. Tudo o que já doamos ao museu, vai parar aos vendedores para amealharmos uma boa quantia de dinheiro.

À medida que vamos aumentando o leque de serviços disponíveis na ilha, vamos podendo convidar mais habitantes, para além dos NPC’s que vão gerindo as lojas e serviços. Podemos interagir com eles, apenas metendo conversa para ver o que há de novo, podemos oferecer coisas e até mesmo enviar postais. Por vezes alguns deles vão precisar de algo e se conseguirmos ajuda-los, somos recompensados. São espécies de “Side quests” mas muito bem disfarçadas.

Quando já temos a ilha mais ou menos estabelecida, o nosso objectivo é apenas juntar dinheiro e materiais para moldar e equipar a ilha como bem entendermos. Existem centenas de objectos e opções de customização. Animal Crossing vem também com um editor de designs. É um simples editor onde podemos desenhar pixel arts que depois podem ser aplicados em roupa, telas, podemos usar como bandeira da nossa ilha ou deixar como graffiti em qualquer lado. Num estado mais avançado, temos acesso a um editor midi para definirmos uma melodia para a nossa ilha. Essa melodia toca sempre que interagimos com alguém ou sempre que entramos em algum edifício.

A nível visual New Horizons é um mimo. Não tem gráficos de ultima geração, e muito sinceramente, as texturas estão datadas, mas toda a cor, designs dos personagens, dão um sentimento de alegria e, durante a pandemia que se vive à data da escrita desta análise, transmite um sentimento de alegria. Os avatares são semelhantes aos Miis, mas existem tantas opções de customização em termos de roupa e ainda por cima podemos criar os nossos próprios, muito dificilmente encontrarão um igual ao vosso. A nível sonoro a minha opinião divide-se. O jogo utiliza muito o som para nos guiar na aventura, seja na pesca ou noutra actividade de colheita, mas depois as músicas do jogo são repetitivas, o que num jogo onde vamos passar largas horas a completar tarefas monótonas, é mau sinal.

Animal Crossing: New Horizons trata-se de um jogo social e tão bem que o jogo desempenha essa função. Podemos convidar outras pessoas para a nossa ilha, e podemos obviamente visitar as ilhas de outros jogadores. É essa a maior mensagem do jogo, o convívio. Dou por mim horas a fio a apanhar madeira e ferro para equipar a minha ilha para exibir a amigos.

Não se trata de um jogo para toda a gente, de facto, é. um jogo de culto. Nos primeiros dias existe aquela magia do desconhecido, e de querermos. descobrir o que nos reserva para o dia seguinte, mas após uma semana de jogo, começa a ser uma rotina diária, quase por obrigação. Ou se ama ou se odeia, mas se estiveram no primeiro grupo, vão ter centenas de horas pela frente.

Animal Crossing: New Horizons
8 / 10 Pontuação
Resumo
Criem a vossa ilha e recebam os vossos amigos. New Horizons é um jogo social bastante competente, para quem não está virado para competição ou objectivos definidos.
Rating8

 

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