Loops e piruetas na palma da mão.

Urban Trial Freestyle 2 foi produzido pela Tate Interactive Sp z.o.o. e coloca-nos numa mota Trial para treparmos e saltarmos todos os nossos obstáculos.

Para quem conhece o, mais comum (atualmente), Trials Fusion, produzido pela Ubisoft, este jogo será bastante familiar. A estrutura é idêntica, visto que o objetivo é chegar ao fim dos níveis, percorrendo uma série de saltos, loops e obstáculos, controlando a nossa mota o melhor possível.

O gameplay é o ponto chave do jogo. A câmera dá-nos a sensação de um Fake 3D, onde nós vemos um ambiente 3D, mas na realidade estamos a andar sobre uma linha bidimensional. Com isto, apenas nos temos de preocupar em controlar a velocidade e inclinação da mota, sendo ambos os elementos mais importantes para dominarmos o jogo. Quanto melhor forem as aterragens, melhor conseguiremos progredir, no entanto, há que mencionar que as físicas não são totalmente realistas, até porque se fossem, o mais provável era a nossa personagem morrer ao fim do primeiro salto. Podemos sempre controlar a inclinação da mota, mesmo que já estejamos quase de costas no chão.

Muitas vezes iremos estar em situações em que pressionamos com toda a nossa força nos botões para que a personagem não caia da mota e a gritar internamente “vai, vai, vai, vira, vira…”

Temos cinco zonas diferentes para dominar, cada uma delas com uma série de níveis para completar nos dois modos de jogo – Stunt e Time Trial. No modo Stunt teremos pequenos objetivos para fazer a meio do nível, como saltar o mais alto possível, o mais longe possível, aterrar numa zona exata ou fazer uma pirueta. As diferentes zonas levam-nos a ambientes industriais, suburbanos, skate parks e auto estradas.

Para podermos avançar para a próxima zona teremos de cumprir certos pré-requisitos, e aqui é onde o jogo se pode tornar problemático para algumas pessoas. A não ser que queiram investir bastante tempo no jogo, terão de repetir os vários níveis até terem uma média de estrelas que permita desbloquear novas zonas. Nos primeiros níveis, até é fácil, onde precisamos uma média de três estrelas para desbloquear o próximo, mas se quiserem ter acesso ao modo Challenge, terão de ter cinco estrelas em todas as zonas. O lado positivo é que podem escolher entre o modo Stunt e Time Trial para conseguir a média, dependendo daquilo que conseguem fazer melhor.

Para desbloquearem motas novas, terão de fazer o mesmo. Contudo, só existem três motas adicionais, o que significa que apenas têm de ter uma média de quatro estrelas nas três primeiras zonas. Para tornar este objetivo mais fácil, podemos personalizar as motas com dinheiro que vamos apanhando nos níveis, aumentando a velocidade, aceleração e controlo. É mais uma razão pela qual vamos repetir os níveis, porque nunca iremos conseguir apanhar tudo à primeira.

Se depois disso sobrar alguns trocos, podem aproveitar as sobras e personalizar a vossa personagem, contudo, recomendo que o façam depois da mota, visto que na personagem é puramente estético.

Por fim, quando nos fartarmos dos níveis da campanha, temos a opção de criar um, e este é o pior aspecto do jogo. Nos tempos de Tony Hawk Pro Skater 2, o criador de cenários era intuitivo e fácil de utilizar, mesmo com um comando. Aqui não se verifica isso. Os controlos são difíceis de entender, e torna a experiência de criarmos uma pista cansativa e desagradável. Depois de criarem a vossa pista, poderão fazer upload para que outros jogadores a possam experimentar, ou até mesmo experimentar as pistas da comunidade.

Urban Trial Freestyle 2 é um bom jogo de Trial, que tenta transmitir uma vibe dos jogos de Dave Mirra e Tony Hawk, no entanto perde-se um pouco naquilo que devia ser. Graficamente não é das melhores experiências que terão na 3DS, longe disso, no entanto com uma gameplay sólida é capaz de vos agarrar durante os tempos mortos, nem que seja só para fazer um nível.