26 Ago 2018
Análises

Análise – The Legend of Zelda: TriForce Heroes

Um por todos e todos pela moda!

No passado dia 23 de Outubro, em território Europeu e Norte-americano, saía para a Nintendo 3DS o novo jogo da saga The Legend of Zelda, que viria a ser ao mesmo tempo uma sequela direta de A Link Between Worlds e um spin-off da série. TriForce Heroes enquadra-nos em Hytopia, um reino feliz e colorido onde a moda impera. Num terrível dia, uma bruxa de Drablands lançou um feitiço sobre a princesa Styla, filha do Rei Tuft, que ficou sujeita a usar uma peça de roupa horrenda, até o feitiço ser quebrado. A tristeza debateu-se sobre o reino de Hytopia, e até os seus leais cidadãos ficaram com medo de ser vistos com peças remotamente fashion.

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Moldado pelas suas linhas de jogo cooperativo de ação/aventura com vista Top-Down, TriForce Heroes, que vai buscar muitos elementos da jogabilidade multiplayer a The Legend of Zelda: Four Swords, coloca-nos na pele de um dos três heróis – Link – de cores diferentes (verde, vermelho e azul). Este deve cooperar com os seus dois companheiros de jornada para progredir através de 8 mundos onde os inimigos e bosses não são a única preocupação dos nossos heróis, uma vez que a resolução de puzzles, de nível para nível, é fundamental para assim se conseguir pôr fim à maldição que paira sobre a princesa Styla. Estes heróis já tinham sido, há muito, anunciados nas lendas como os Totem Heroes, que viriam para colocar fim à calamidade que assolava o reino de Hytopia.

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Uma das mecânicas que volta para TriForce Heroes, e que já esteve presente em outros jogos multiplayer da saga TLoZ, tal como em Four Swords, é a partilha do indicador de vida. Todos os jogadores estarão “linkados”, o que permite haver uma melhor homogeneidade entre os mesmos, uma vez que até para jogadores muito experientes será difícil progredir nas dungeons com companheiros constantemente a perder vidas. Posto isto, a entreajuda é a palavra de ordem neste novo título da franquia. Tendo em conta a forte vertente modista deste jogo, uma novidade que temos de salientar é a possibilidade de alternar a nossa indumentária. Cada vestimenta, que é feita através dos itens que vamos colecionando por Hytopia e Drablands, tem habilidades únicas que nos ajudarão ao longo do caminho.

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Para além disto, os nossos Totem Heroes não são assim chamados por mera questão do acaso. Os três Link podem fazer uma combinação totem, isto é, podem subir às costas uns dos outros para fazer um pilar de 2 ou até mesmo 3 Link. Com esta nova implementação, temos 3 patamares de altura que deveremos considerar, quer na luta contra inimigos, bem como na resolução de puzzles, o que acrescenta um aliciante extra à jogabilidade. Neste ponto, é importante referir que a funcionalidade 3D da consola prima, tendo sida limada ao ponto de a considerarmos natural aquando a formação dos Totem.

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Relativamente aos modos de jogo, e apesar de The Legend of Zelda: TriForce Heroes ser anunciado como uma experiência multiplayer por excelência (Local ou através de conexão à internet), é também possível, para quem não quiser jogar com outros jogadores, enveredar pela campanha a solo. É importante salientar que, aquando a fase de análise do jogo, por vezes tivemos problemas de Lag, quebra de conexão ou até mesmo dificuldade a encontrar um Lobby com jogadores desconhecidos. Outra falha que apontamos é a falta de suporte para voice chat, sendo que apenas temos um conjunto bastante reduzido de opções selecionáveis para os nossos companheiros verem.

Retomando o tema da campanha a solo, neste título em concreto, continuamos a falar de jogabilidade a três, embora sejamos nós a controlar os restantes Link, que são bustos que podemos possuir e mover conforme as nossas necessidades.

Sem Hyrule, sem Ganondorf e também sem Zelda

Apesar de ser um jogo da saga The Legend of Zelda, sentimos que muitos dos elementos que, de certa forma, nos faziam sentir “em casa” desapareceram em TriForce Heroes. Somos expostos a uma história um tanto quanto banal, que é compensada pelo gameplay sublime e pela diversão que temos em jogar a vertente multijogador com os nossos companheiros de aventura.

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A nível audiovisual, o jogo continua o legado cel shaded de A Link Between Worlds, com cores vibrantes e um visual suave. Na vertente auditiva, o jogo é pautado por uma orquestra que reproduz temas que se sentem naturais face ao jogo e às circunstâncias do momento.

 

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