26 Ago 2018
Análises

Análise – Pokémon Super Mystery Dungeon

Soltem o Pokémon que há dentro de vós.

Podia ser um slogan genérico para uma qualquer marca de shampoos, mas não é. Retomando a receita desta saga spin-off, aportada pela Spike Chunsoft com base neste vasto universo, Pokémon Super Mystery Dungeon, com lançamento marcado para 19 de Fevereiro para a Nintendo 3DS, coloca-nos na pele de um jovem humano que, por algum motivo, perdeu a memória e se transformou em Pokémon. Após um breve questionário, que assenta sobretudo em perguntas sobre o carácter pessoal do jogador, o jogo automaticamente escolhe que Pokémon somos e, ainda, qual o nosso companheiro de aventuras pelo pitoresco e, ao mesmo tempo, misterioso mundo dos Pokémon. Numa ótica pessoal, o jogo atribuiu-me o Fennekin, o starter de fogo da 6ª geração, como personagem principal (sim, uma raposa laranja. Uma coincidência caricata) e o Riolu como companheiro, o que até não me desagradou.

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Depois de acordarmos abruptamente, já na nossa nova personificação Pokémon, somos atacados por um grupo de Beheeyem. Apesar da situação pontiaguda com que nos deparámos, somos prontamente resgatados por um corajoso Nuzleaf que, à medida que nos introduz ao mundo que nos rodeia, também nos incorpora à cidade onde vive (Serena Village) e acaba por se proporcionar como o próprio tutorial para Super Mystery Dungeon.

De apanhá-los todos a utilizá-los todos

Somos rapidamente postos a par do problema que açoita o mundo Pokémon. Estranhamente, um pouco pelos quatro cantos da Terra (não podia faltar a referência à primeira intro portuguesa do anime), alguns Pokémon converteram-se em pedra, e a razão para tal acontecimento prevalece um mistério.pkmn1

Entre masmorras, a história vai-se desenrolando. Uma das particularidades nas masmorras é que estas estão em constante mudança, o que por si se traduz num aliciante extra para quem gosta de desafios. Vai ser também nestas que poderemos encontrar, ao longo das nossas jornadas, itens úteis às nossas aventuras.

Outra das principais características do jogo é que, de situação para situação, podemos equacionar a melhor combinação possível de Pokémon, visto que em Super Mystery Dungeon dispomos de um leque de 720 Pokémon, de entre os quais poderemos escolher elementos até perfazer uma equipa de quatro.

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pkmn2O jogo tenta balancear de uma forma fluida a história com a jogabilidade e, quando se propõe, consegue ainda arrancar um sorriso do jogador através dos momentos cómicos que alguns Pokémon proporcionam com os seus patetismos. No entanto, se há ponto onde este jogo se cruza com a saga principal, bem como com o anime, é na transmissão de valores morais através de situações e personagens. Esta sempre foi uma faceta latente em muitos dos jogos das consolas Nintendo, e como os mais miúdos são um dos focos a atingir com o jogo, entende-se e agradece-se. Sonoramente, o jogo cumpre e entrega sons agradáveis quer durante a exploração das Dungeons, quer nas Boss Battles, sempre a acompanhar o ritmo da ação.

No entanto, o jogo peca sobretudo pela sua simplicidade, quer no sistema de combate quer na própria envolvência gráfica que experimentámos ao longo de toda a nossa aventura. Não é difícil notar certa disparidade entre este título e a saga principal de jogos Pokémon. Fica a sensação de que se retirássemos Pokémon do título, estaríamos perante um jogo justo e funcional em todo o espetro de objetivos subjacentes a um jogo Mystery Dungeon. No entanto, se são fãs do género e gostam especialmente desta saga nipónica, Pokémon Super Mystery Dungeon mantém-se um jogo recomendado a jogar.

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