29 Ago 2018
Análises

Análise: Mario Party Island Tour

Mario Party: Island Tour é o novo título na famosa franchise que popularizou o termo “party games”.

De todas as franchises da Nintendo, Mario Party costuma ter pouca atenção a nível de evolução. Os seus títulos iniciais na N64 foram os pioneiros do género “party game“, e reinavam no multijogador de sofá, com os seus minijogos divertidos e muita variedade para juntar jogadores novatos e veteranos em entretenimento brilhante. Com inúmeras sequelas através das gerações sem demonstrarem grande mudança em termos de conteúdo, acabou por perder relevância em relação a outros títulos do mesmo género à medida que este evoluía, até mesmo por outros jogos da Nintendo, como Super Smash Bros e Wii Sports. Este novo título é o primeiro na Nintendo 3DS, e afasta-se do típico espaço de sofá para dar uma experiência mais portátil, embora ainda se foque no multijogador. Será que traz algo que finalmente faça com que a série volte às luzes da ribalta?

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O grafismo do jogo é o já esperado. Depois de bastante experiência com os seus títulos na 3DS, vemos o mundo de Mario perfeitamente recriado. Com localizações como Mushroom Kingdom, os castelos de Bowser, e mesmo Rainbow Road recriadas para diversos tabuleiros e minijogos, muitos usando modelos e texturas já vistas em jogos passados. Todo o jogo tem um aspecto bastante familiar, o que pode ser positivo e negativo, visto que tem um excelente aspecto, mas existem falta de novos conceitos e ambientes que sejam realmente interessantes para os que já estão habituados a este mundo. Com muitas personagens disponíveis e diferentes modos e tabuleiros, com até mesmo alguns para desbloquear, existe conteúdo suficiente para muitas horas de diversão, sejam a jogar sozinho, ou com amigos. A banda sonora também é aceitável, embora não mostre nada de especial, e reutilize alguns temas já conhecidos.

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O jogo tem diversos modos diferentes. O jogo normal de tabuleiro, “party”, que se joga com dados, items e diversos minijogos ao longo do caminho, um modo onde se podem seleccionar minijogos individualmente, o modo “Streetpass Minigames“, onde se podem jogar minijogos com adversários encontrados com esta funcionalidade, e “Bowser’s Tower“, onde se testam as habilidades do jogador através de uma terrível torre. Ao jogar sozinho, a AI serve de adversário, e aqui se revela um dos maiores problemas deste título. Através de items e casas que parecem sempre calhar em cada jogo, todo o progresso conseguido de forma legítima contra os adversários, acaba por ser revertido, e muitas vitórias são roubadas de forma injusta aos jogadores, mesmo depois de constante mérito nos minijogos que parecem assegurar o progresso. A experiência de perder contra um adversário repetidamente numa reviravolta de azar, acaba por estorvar bastante a vontade de jogar de alguém.

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No modo multijogador, as coisas já são um pouco mais equivalentes. Esta torna-se uma das melhores características deste jogo: Para compensar o facto de ser portátil, possibilita a que apenas uma única consola tenha de correr o jogo, deixando outras 3DS que não o possuam, jogar sem problemas. É uma boa maneira de compensar a falta do típico “multijogador de sofá” que as consolas normais oferecem. A experiência consegue ser divertida e enterter até quatro pessoas durante algum tempo, embora o número de tabuleiros (com bastante variedade entre eles) acabe por se esgotar após algumas horas, e os percursos através deles acabam por se tornar demasiado semelhantes, com acontecimentos familiares que ocorrem a cada lançar do dado. Os minijogos são divertidos, embora não particularmente inventivos, e as suas mecânicas, um pouco previsíveis.

Embora seja uma experiência bastante divertida, Mario Party Island Tour sofre de repetição, maioritariamente causada pela AI limitada. O modo Bowser’s Tower traz alguma variedade, mas acaba rápido, sendo os coleccionáveis a única coisa que vai mantendo o interesse dos jogadores. Consegue oferecer entertenimento, mas como se é de esperar, apenas mostra o que vale quando jogado com amigos. A 3DS está repleta de melhores títulos, mas a nível de multijogador para todo o tipo de audiências, vale a pena dar uma olhadela.

 [display_label style=plataforma]Analisado na Nintendo 3DS com um código cedido pela Nintendo Portugal.[/display_label]

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