A seguir a moda de sequelas nostálgicas, a Nintendo dá-nos Luigi’s Mansion 2, a sequela à estreia do irmão do famoso Mario na sua própria aventura. O jogo original nota-se por ser a estreia da Nintendo numa consola 128-bits, e de dar aos fans uma aventura absolutamente original de Luigi, à medida que explora uma mansão assombrada à procura do irmão. Foi notável nesta altura, porque dando um tipo de jogabilidade e mundo completamente original aos jogadores, permitiu à equipa abrir asas à imaginação, e foi um dos maiores exemplos de peso que por muito que se desviassem da visão de fans, e dessem a todos um jogo que ninguém pediu nem estava à espera, continuavam a fazer a coisa certa, e a inovar uma indústria que tanto precisa de esforços originais.

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Luigi’s Mansion 2 é uma sequela bastante directa, que começa com a personagem introduzida no primeiro jogo, o professor E. Gadd, a pedir ajuda a Luigi para recuperar os pedaços de uma pedra que torna fantasmas dóceis. Para tal, armado com uma lanterna e um aspirador, o jogador terá de explorar 5 mansões diferentes à medida que explora quartos, resolve puzzles, caça fantasmas e colecciona tesouro. O jogo está dividido por missões de cada mansão, que permitem dividir e explorar diferentes áreas de cada mansão, e obter pontuação para cada uma.

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Os gráficos são absolutamente espantosos. Desde o aspecto visual, com uma quantidade enorme de espaços, com modelos gráficos fenomenais e texturas que não achava serem possíveis na 3DS, às animações dos personagens, sempre extremamente carismáticas e encantadoras, a mostrarem um nível de emoção que não se vê na maior parte dos jogos. A Next Level Games diz-se ter inspirado em Mr Bean e outras comédias slapstick para animar Luigi, e mostrar as suas emoções, e isso vê-se. O irmão de Mario tem mais tempo de antena aqui do que em todo o resto da sua carreira, falando, movendo-se e interagindo com o cenário de diferentes maneiras que metem sempre um sorriso na cara do jogador.

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É vista uma evolução notável da jogabilidade, à medida que controlamos Luigi enquanto explora as mansões. Para além de mecânica de interacção com os diferentes elementos, o combate contra os fantasmas muito mais bem implementado e com elementos bastante mais inventivos, foram retiradas mecânicas superfluas como chamar o nome de Mario, a lanterna foi substituida por um flash, e uma luz que permite ver objectos invisíveis dá ao jogo mais elementos para resolver puzzles.

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Para além do modo história, que tem diversas missões com todo o tipo de objectivos, tesouro para encontrar, fantasmas secretos para descobrir e puzzles muito variados entre ambientes que oferecem sempre algo de novo, há ainda o modo Thrill Tower, que dá para jogar competitivamente ou cooperativamente entre mais jogadores, para caçar fantasmas e explorar uma torre contra-relógio. Este modo não necessita de outras cópias do jogo para funcionar, podendo ser jogado entre consolas 3DS que não tenham o jogo, e até mesmo entre consolas que não possuam o jogo de todo, desde que o modo multiplayer temporário seja partilhado entre estas. É uma mais-valia para qualquer pessoa que queira jogar com amigos facilmente.

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Ao contrário da maior parte dos jogos Mario de ultimamente, onde todos parecem tentar voltar às origens, Luigi’s Mansion 2 tenta evoluir e inovar um dos jogos mais originais da Nintendo, com um sucesso espectacular. Sem dúvida um dos melhores jogos disponíveis na 3DS, consegue enterter jogadores de todas as idades com uma das melhores apostas deste ano.

A não perder.