22 Mai 2020
Análises

LEGO City Undercover: The Chase Begins

O nome LEGO City começa a ganhar reputação nas consolas da Nintendo, depois de uma excelente passagem pela Wii U é tempo de explorar novamente a cidade LEGO assumindo mais uma vez o papel de Chase McCain desta vez numa prequela que se desenrola 2 anos antes da versão Wii U.

Chase McCain começa este jogo como sendo um novato na força policial de LEGO City mas ainda assim age como um profissional e isso nota-se através das pequenas cinemáticas que vamos assistindo no desenrolar do jogo. O jogo está totalmente traduzido, desde as legendas dos diálogos aos menus e essas pequenas cinemáticas estão também dobradas no nosso português, destacando-se a boa interpretação feita a Chase McCain que enaltece ainda mais o carisma da nossa personagem. Os diálogos nos jogos LEGO estão sempre recheados com doses de humor e este aqui não é excepção.

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Controlando Chase pela cidade e ocasionalmente noutros locais, teremos de combater criminosos, fazer perseguições a pé ou em veículos e apanhar os líderes das quadrilhas.
Tal como na versão doméstica teremos ao nosso dispor vários disfarces que vamos desbloqueando conforme progredimos no jogo e a cada disfarce corresponde uma habilidade. Esses disfarces vão servir para progredirmos nas missões e também para regressarmos a locais já antes visitados que em conjunto com novas habilidades tornam possível o acesso a novas áreas e ajudam na localização de objetos e itens escondidos.

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Apesar de estarmos na presença de um jogo LEGO diferente dos habituais muitas das mecânicas dos títulos anteriores mantêm-se neste, temos novamente várias peças de LEGO para recolher e objectos que podemos criar no jogo, regressam os combates e puzzles simples, as vidas ilimitadas, etc. Neste jogo a produtora poderia aproveitar a originalidade do título desviando-se um pouco das mecânicas dos jogos LEGO anteriores e mudar aspetos no jogo que oferecessem um maior desafio a jogadores mais experientes. O jogo é extremamente fácil no seu todo, os combates basicamente nunca se perdem porque mesmo que a vida da nossa personagem acabe temos direito a vidas infinitas. Nota-se em quase todos os jogos LEGO que o alvo na direcção de produção são os jogadores mais novos, ainda assim não impede jogadores mais velhos de usufruírem da experiência.

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A cidade LEGO presente nesta versão retém a maior parte dos locais presentes na versão Wii U e também podemos controlar todos os veículos que estejam ao nosso alcance.
Por falar em alcance, a distância visível de jogo é bastante reduzida e limitada por uma cortina de nevoeiro ao bom estilo dos jogos de finais da década de 90. O nível de detalhe também é bastante inferior e apesar de ser um jogo em mundo aberto a cidade está dividia em pequenas áreas e sempre que vamos para outra área o jogo executa um carregamento que é na maior parte das vezes bastante demorado.

Apesar dos seus problemas estamos perante um jogo extremamente ambicioso no seu todo e cheguei ao final da campanha agradado com o seu conteúdo  Temos uma cidade grande para explorar e um título original em vez de um port e não fossem alguns problemas a nível técnico poderíamos ter aqui um dos títulos mais fortes da consola, no entanto se gostam do estilo dos jogos LEGO este acaba por ser o melhor de todos até agora realizados para a 3DS.

 

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