26 Ago 2018
Análises

Análise – Chibi-Robo! Zip Lash

Pode ter passado despercebido para muitos, mas Chibi-Robo já é uma franchise com 10 anos. O primeiro título foi lançado para a GameCube como um platformer 3D, depois passou para a Nintendo DS e agora, o quinto jogo Chibi-Robo! Zip Lash sai para a sua sucessora, a 3DS.

Nesta aventura a Terra é invadida por alienígenas, e este minúsculo Robot embarca numa jornada em volta do planeta tentando repelir os invasores. Para isso iremos percorrer 6 mundos, neste caso localizações reais, tais como Caraíbas, Oceânia e europa, com 6 níveis cada e um boss final. A acção decorre em cenários 2.5D, usando o cabo de alimentação de Robo para atacar inimigos, subir obstáculos, apanhar objectos e accionar botões, podemos dizer que o seu cabo de alimentação é como se fosse o chicote do Indiana Jones.

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A acção é lenta e temos a nossa barra de energia (que é a bateria de Robo) sempre a baixar, e se ela chegar ao fim morremos.  Em cada nível temos uma série de coleccionáveis para apanhar, entre eles Robo Tots, Snacks que existem no nosso mundo (mentos, pez, e uma quantidade gigantesca de guloseimas japonesas) e lixo. Este coleccionáveis servem para desbloquear extras,  e no caso do lixo, serve para ser destruído para gerar Watts para a nave, que serão usados como Continues. Power Ups também estão presentes no jogo, mas aparecem apenas em zonas específicas onde são precisos para passar determinado obstáculo.

Os controlos são agradáveis. Porém o sistema de aim não é o melhor, mas temos bastante tempo para completar o nível por isso não é problema. Podemos usar o D-Pad para apontar, caso não se dêem bem com o analógico.
Também temos níveis especiais, onde a acção muda drasticamente para um cenário aéreo ou um nível todo feito em cima de um skate. Estes níveis apesar de não serem muito complicados, podem-se tornar chatos, visto que não temos checkpoints. As boss battles são interessantes, mas não oferecem grande desafio.

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A selecção de nível é bastante curiosa, e algo que nunca vi em jogos do género. Os níveis estão dispostos de forma circular. No fim de cada nível temos 3 naves e temos de tocar numa delas para o terminar, naves essas que são de ouro, prata e bronze. Cada uma delas dão  respectivamente, 3, 2 ou 1 chances de fazer rodar uma roda com números, números esses que são o número de casas (neste caso níveis) que iremos avançar. Se estivermos na casa 1 e sair o 3, passamos para a 4. Só quando terminarmos os 6 níveis é que aparece o boss. Terminado o mundo, podemos voltar ao anterior e ai podemos escolher o nível livremente. Este Sistema é algo inútil, pois de qualquer das maneiras temos que acabar todos os níveis, e só serve para nós frustrar caso tenhamos o azar de calhar um número para uma casa que já tenhamos completado.

Graficamente não impressiona. O design dos personagens é simples, com excepção dos Bosses que são mais complexos e detalhados, alguns deles nem parecem ser do mesmo jogo. Os cenários tornam-se repetitivos e alguns não são adequados à zona do globo. Ainda estou para perceber porque é que na América do Norte os níveis são todos numa fábrica.

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O Jogo vem acompanhado de um amiibo. Esse amiibo permite-nos desbloquear o Super Chibi-Robo e algumas figuras numa máquina. Os amiibos de Super Smash Bros, Mario Party 10 e Splatoon também podem ser usados, mas só dão moedas.

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Não se deixem enganar pela fofura de Chibi-Robo, pois é uma das experiências mais monótonas e enfadonhas da portátil da Nintendo. A recompensas de completar o jogo a 100% não justificam o esforço, os puzzles não são desafiantes e as zonas escondidas são demasiado óbvias. A passagem da série para o platformer tradicional não foi uma decisão acertada. Esperemos que voltem ao 3D ou então que dá próxima façam algo que não seja tão lento e que nos ofereça desafios bem mais interessantes.

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